Desemprego: mercado de trabalho brasileiro bateu um novo recorde no trimestre encerrado em julho (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)
Repórter
Publicado em 27 de agosto de 2026 às 22h42.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista à TV Globo nesta quinta-feira, 27, que pretende criar um Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC da Segurança Pública. Segundo ele, a pasta será criada na semana seguinte à aprovação da proposta.
Lula disse que a nova pasta teria, entre suas funções, a tarefa de definir a atuação de União, Estados e municípios na área de segurança. “Eu quero restabelecer qual é a participação de cada ente federado na segurança pública, qual vai ser o papel da União, qual vai ser o papel do Estado e qual vai ser o papel do município”, afirmou.
O presidente também defendeu uma maior coordenação entre as forças policiais. Ele citou a atuação da Polícia Federal nos estados e disse que pretende estabelecer quais crimes poderão ser investigados pela corporação em âmbito estadual.
Questionado sobre a expansão do crime organizado e sobre os resultados do PT na segurança pública da Bahia, governado pelo partido há 20 anos, Lula afirmou que nenhum governador conseguiu resolver o problema no país.
“Só vai conseguir se a gente tiver muito investimento inteligente. É isso que eu quero fazer”, disse.
Segundo o presidente, o governo federal também pretende aumentar a cooperação com países da América do Sul no combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Lula afirmou ter levado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma proposta para que os dois países trabalhem conjuntamente no enfrentamento desses crimes.
Ele citou ainda a criação de uma base da Polícia Federal em Manaus, com participação de policiais de outros países da América do Sul, para atuar na região de fronteira.
Para Lula, o objetivo das ações deve ser recuperar áreas dominadas pelo crime organizado. “Meu desejo é recuperar o território para o povo”, afirmou.
O presidente também defendeu operações contra estruturas financeiras ligadas ao crime organizado e mencionou a Operação Carbono Oculto, que classificou como a maior operação já realizada na história do país.
A Operação Carbono Oculto foi deflagrada em 28 de agosto de 2025 pela Receita Federal e outros órgãos para investigar um esquema de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Ao falar sobre a implementação de uma nova estrutura federal para a segurança, Lula ressaltou que a criação do ministério não produziria resultados imediatos e dependeria de recursos.
“Para a gente ter uma polícia eficiente e a gente acabar com o crime organizado, a gente vai ter que ter muito dinheiro”, afirmou.
A sabatina é uma entrevista em que uma autoridade ou personalidade responde a uma série de perguntas sobre diferentes temas de interesse público. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o formato permite abordar assuntos relacionados ao governo, à economia, à política e a outras questões em discussão no país.
Diferentemente de uma entrevista convencional, a sabatina costuma ser mais longa e aprofundada, com perguntas sucessivas que buscam explorar as posições, decisões e propostas do entrevistado.
A série de entrevistas com candidatos à Presidência nas Eleições 2026 acontece entre os dias 24 e 29 de agosto, com exibição logo após o Jornal Nacional. As conversas são conduzidas por Renata Vasconcellos e César Tralli.
A série começou com Romeu Zema (Novo), na segunda-feira, 24. Na sequência, foram entrevistados Ronaldo Caiado (PSD), em 25 de agosto, e Renan Santos (Missão), na quarta-feira, 26.
Os próximos entrevistados são Flávio Bolsonaro (PL), na sexta-feira, 28, e Augusto Cury, no sábado, 29.
| Data | Candidato | Partido |
| 24/08 (segunda-feira) | Romeu Zema | Novo |
| 25/08 (terça-feira) | Ronaldo Caiado | PSD |
| 26/08 (quarta-feira) | Renan Santos | Missão |
| 27/08 (quinta-feira) | Luiz Inácio Lula da Silva | PT |
| 28/08 (sexta-feira) | Flávio Bolsonaro | PL |
| 29/08 (sábado) | Augusto Cury | Avante |