Repórter especial em Brasília
Publicado em 2 de agosto de 2026 às 13h59.
Última atualização em 2 de agosto de 2026 às 14h17.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, durante a convenção nacional do PT que oficializou sua candidatura à reeleição com Geraldo Alckmin neste domingo, 2, que o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, poderá ser seu sucessor na Presidência da República.
"Agora que nós estamos com o básico garantido, agora é hora de dar um salto de qualidade. É hora de pensar neste país. Qual é o país do futuro que eu vou entregar, quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, estiver sendo presidente da República", disse Lula.
Haddad é candidato do PT ao governo de São Paulo pela segunda vez. O ex-ministro da Fazenda disputou o Palácio dos Bandeirantes em 2022, quando foi derrotado pelo bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos). Neste ano, volta a enfrentar o atual governador, que tenta a reeleição.
De acordo com as pesquisas eleitorais mais recentes, o petista também tende a ser novamente derrotado pelo atual governador, que é apontado como um futuro presidenciável.
Ex-prefeito de São Paulo, Haddad governou a maior cidade do país entre 2013 e 2016, mas não conseguiu se reeleger. Também foi candidato à presidência pelo PT em 2018, quando Lula estava preso em Curitiba após ser condenado no âmbito da Operação Lava Jato. Na ocasião, o também ex-ministro da Educação (2005-2012) e da Fazenda (2023-2026) foi derrotado por Jair Bolsonaro (então no PSL) no segundo turno.
Lula disse em seu discurso que não vai ser o "Lulinha paz e amor" nesta campanha, mas sim um "Lulinha porreta", em uma referência ao discurso mais centrista que o elegeu pela primeira vez, em 2002. "Eu não quero Lulinha paz e amor, eu quero Lula porreta. Eu quero Lula que vai fazer o que a gente ainda não fez. Porque o básico nós já cuidamos", disse.
O presidente pediu à militância que defenda as entregas de seu governo e ressaltou bons indicadores na economia e as obras do Novo PAC pelo país. Aos 80 anos, o petista disputará sua 7ª eleição presidencial em busca de um eventual quarto mandato.
A convenção, que oficializou a candidatura de Lula à reeleição, reuniu cerca de 3 mil correligionários em São Paulo e foi marcado por um clima de entusiasmo entre os militantes, impulsionado pelo desempenho de Lula nas pesquisas de intenção de voto.
O petista aparece à frente de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora a campanha petista trabalhe com a expectativa de uma disputa acirrada.