Brasil

Governo já tem alternativa para royalties do petróleo

Nova fórmula garante mais dinheiro para estados que pouco ou nada recebem, sem comprometer o padrão das regiões ligadas diretamente à produção do pré-sal

 A regra polêmica introduzida pelo senador Pedro Simon deve ser vetada (José Cruz/AGÊNCIA BRASIL)

A regra polêmica introduzida pelo senador Pedro Simon deve ser vetada (José Cruz/AGÊNCIA BRASIL)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de dezembro de 2010 às 07h59.

Brasília - O governo já tem em mãos uma proposta alternativa de divisão dos royalties do petróleo para ser encaminhada ao Congresso no próximo ano. A nova fórmula de rateio garante mais dinheiro para os Estados e municípios que pouco ou nada recebem atualmente, sem comprometer o padrão de ganho das regiões ligadas diretamente à produção da commodity.

Na quarta-feira, o Plenário da Câmara aprovou dispositivo que distribui o dinheiro dos royalties a todos os Estados e municípios segundo os critérios dos fundos de participação dos Estados e Municípios (FPE e FPM). A regra polêmica, introduzida por meio de emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS), deve ser vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Uma das novidades, que vem sendo debatida pelo Comitê de Articulação Federativa (CAF), é a redução gradual, ao longo de dez anos, da parcela de recursos destinada aos cofres dos produtores. Essa diminuição, entretanto, será compensada pelo aumento da produção dos poços de petróleo. O pedaço que sair da cota dos produtores será repartido entre os demais Estados e municípios. A estratégia é promover uma desconcentração das receitas ao longo de uma década.

O critério de rateio também é novo. O dinheiro será distribuído na proporção inversa da receita per capita de cada região. Assim cidades populosas e com baixa arrecadação serão as mais beneficiadas. Outros elementos comporão o critério de distribuição, de forma a incentivar as prefeituras a melhorar sua gestão financeira.

Para garantir efeito imediato, a nova proposta prevê que a regra valerá para todos os campos licitados pelo atual modelo de concessão, incluindo aqueles que se encontram na região do pré-sal. Cerca de 28% da área classificada como pré-sal foi licitada seguindo as regras vigentes. A ideia é que a proposta sirva de base para as discussões do tema em 2011, que serão retomadas depois que Lula vetar o mecanismo de divisão aprovado na quarta-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:PetróleoEnergiaGovernoPré-sal

Mais de Brasil

Lula vai tirar lesão de pele na cabeça em hospital em SP

Governo quer usar receita com alta do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis

Câmara aprova multa para quem jogar lixo na rua

Alerj aciona STF para que presidente da Casa assuma governo interino do Rio