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Governo injeta R$ 6 bilhões no BNDES para financiar compra de caminhões

Aporte do Tesouro cria nova linha de crédito para caminhões novos e seminovos, com foco em caminhoneiros autônomos e empresas do transporte rodoviário

Caminhões no pátio da Mercedes-Benz do Brasil em São Bernardo do Campo. (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Caminhões no pátio da Mercedes-Benz do Brasil em São Bernardo do Campo. (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Publicado em 17 de dezembro de 2025 às 08h46.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai fazer um aporte de R$ 6 bilhões no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para criar uma nova linha de crédito voltada à compra de caminhões novos e seminovos.

A medida consta em uma Medida Provisória (MP) publicada na noite de terça-feira, 16, com vigência imediata. Além dos recursos do Tesouro Nacional, o próprio banco também utilizará seu caixa para completar o volume total das operações.

As taxas de juros da nova linha ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para que a iniciativa tenha continuidade, a MP precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo o texto, a linha de crédito será destinada a caminhoneiros autônomos, caminhoneiros associados a cooperativas de transporte rodoviário e empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário.

Os financiamentos para caminhões novos serão restritos a veículos de fabricação nacional. Já os empréstimos para caminhões seminovos ficarão limitados a caminhoneiros autônomos e a associados de cooperativas.

O objetivo da medida é estimular a compra de caminhões em um momento de desaceleração do setor, conforme avaliação de representantes do transporte rodoviário.

Do ponto de vista fiscal, a operação do Tesouro Nacional é classificada como despesa financeira. Com isso, não entra no cálculo da meta fiscal, mas contribui para o aumento da dívida pública.

*Com informações do Globo

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