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Governo diz a Congresso que pode cortar mais

Ideia do governo é mandar as propostas da forma como foram apresentadas e depois negociar mudanças no Legislativo


	Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy (E); e do Planejamento, Nelson Barbosa; anunciam cortes no Orçamento durante coletiva
 (Valter Campanato/ABr)

Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy (E); e do Planejamento, Nelson Barbosa; anunciam cortes no Orçamento durante coletiva (Valter Campanato/ABr)

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Da Redação

Publicado em 19 de setembro de 2015 às 08h47.

Brasília - O governo indicou aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento que poderá avançar ainda mais nos cortes de despesas durante as negociações da proposta de Orçamento de 2016 no Congresso Nacional.

A ideia é mandar as propostas da forma como foram apresentadas e depois negociar mudanças no Legislativo. A expectativa é de que o envio ocorra no início da próxima semana.

Um dos alvos é a ampliação da tesoura nos cargos de confiança. Até agora, a presidente anunciou o corte de mil do total de 22,5 mil. A economia com essa medida seria de R$ 200 milhões.

A sinalização atende a pedido da cúpula do Congresso, que defende uma corte mais profundo nas despesas para conseguir apoio para aprovação da nova CPMF com recursos garantidos para a Previdência.

Os ministros da equipe econômica Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) também avisaram que vão enviar ao Congresso em breve as medidas legais do pacote fiscal que foi anunciado na segunda-feira para reverter o rombo do Orçamento de 2016.

Apesar das resistências públicas, a avaliação da área econômica sobre o aumento de impostos é de que há espaço para negociar a aprovação da CPMF, com redução do prazo de vigência combinada com o envio das propostas de reforma da Previdência.

O governo ainda não tem prontas as medidas para Previdência, mas pretende construir uma proposta até outubro com apoio do Fórum que foi instalado para definir o rumo a ser tomado. A estratégia é acertar muito bem o diálogo para facilitar o encaminhamento.

Na avaliação de uma importante liderança parlamentar, a ida dos ministros Levy e Barbosa à Comissão de Orçamento foi considerada positiva para as negociações. Os dois procuraram mostrar afinação. 

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