Pedágio free-flow começa a valer no sistema Anchieta-Imigrantes, na capital paulista (Divulgação)
Colaboradora
Publicado em 13 de julho de 2026 às 12h18.
Última atualização em 13 de julho de 2026 às 12h24.
A partir de 1º de agosto, os motoristas que utilizarem o Sistema Anchieta-Imigrantes passarão a pagar pedágio por meio do Free Flow, modelo de cobrança eletrônica sem cancelas.
Com a mudança, deixa de existir a parada obrigatória nas praças de pedágio e a tarifa passa a ser cobrada pelos pórticos instalados na Via Anchieta (km 33) e na Rodovia dos Imigrantes (km 29).
O valor do pedágio será dividido entre os dois sentidos da viagem. Hoje, a tarifa de R$ 40,60 é cobrada integralmente apenas na descida para o litoral.
Com o novo sistema, o motorista pagará R$ 20,30 por sentido, ou seja, apenas pelo trecho efetivamente utilizado.
Na prática, quem viaja apenas em um sentido desembolsará metade do valor atual, enquanto quem faz ida e volta continuará pagando o equivalente à tarifa integral, mas dividido em duas cobranças.
A expectativa do Governo de São Paulo é que o sistema reduza filas nas rodovias, especialmente em feriados prolongados e períodos de grande movimento, além de tornar a cobrança mais proporcional ao uso da estrada.
O pagamento dependerá de o veículo possuir ou não uma TAG eletrônica. Veja as opções:
Os motoristas que utilizam TAGs de operadoras como Sem Parar, ConectCar, Veloe e outras credenciadas não precisarão fazer nenhuma ação adicional. A leitura será realizada automaticamente pelos pórticos e o valor será debitado pela operadora da TAG.
Em algumas concessionárias paulistas, usuários de TAG também podem receber descontos previstos na política tarifária vigente.
Os veículos sem TAG serão identificados pelas câmeras por meio da leitura da placa.
Após passar pelo pórtico, o motorista terá até 30 dias para quitar a tarifa pelos canais oficiais da concessionária ou pelo portal Siga Fácil.
O pagamento poderá ser realizado por:
No caso da Ecovias Imigrantes, também será possível consultar os débitos pelo aplicativo e pelo portal Pedágio Digital. Além disso, totens de autoatendimento serão instalados em postos de combustível e bases de atendimento ao usuário ao longo da rodovia.
Não. O valor da tarifa permanece o mesmo independentemente da forma de pagamento.
O Pix e o cartão de crédito são apenas meios para quitar o débito. Os descontos eventualmente existentes estão relacionados ao uso de TAG em determinadas concessões, e não ao método de pagamento.
O sistema Free Flow não exige cadastro nem assinatura mensal para quem não possui TAG.
Já quem utiliza uma TAG pode pagar mensalidade ou anuidade, dependendo do plano contratado junto à operadora escolhida. Esses custos variam entre as empresas e não fazem parte da tarifa de pedágio.
Quem não possui TAG deve quitar o valor em até 30 dias após passar pelo pórtico.
Caso o pagamento não seja realizado dentro do prazo, o motorista estará sujeito à penalidade prevista pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), equivalente à evasão de pedágio:
Por isso, a orientação é consultar os débitos sempre pelos canais oficiais.
O Free Flow, também chamado de pedágio eletrônico sem cancelas, é um sistema que substitui as praças tradicionais por pórticos equipados com câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos em movimento.
A tecnologia faz a leitura da TAG ou da placa do veículo, dispensando a necessidade de reduzir a velocidade ou parar para efetuar o pagamento.
O modelo vem sendo implantado em diferentes rodovias brasileiras e faz parte da política do Governo de São Paulo para modernizar a cobrança de pedágio por meio do programa Siga Fácil, coordenado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Segundo a Artesp, o sistema também busca tornar a cobrança mais justa, permitindo que o motorista pague apenas pelo trecho efetivamente utilizado quando houver múltiplos pórticos nas concessões mais recentes.
Apesar de não ser aplicado em todos os pedágio do Brasil, esse modelo de cobrança deve ser integrado com a CNH, e já está presente em outras rodovias concedidas do estado e continuará sendo expandido para novas concessões, como Novo Litoral Paulista, Nova Raposo, Rota Sorocabana e outros projetos estaduais.