O valor do pedágio no sistema Imigrantes-Ancheita passará a ser cobrado por trecho (CSG/Divulgação)
Colaboradora
Publicado em 13 de julho de 2026 às 12h23.
A partir de 1º de agosto, os motoristas que utilizarem o Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital paulista à Baixada Santista, terão uma nova forma de pagar pedágio. O modelo Free Flow, chamado em São Paulo de Siga Fácil, substituirá as praças tradicionais de cobrança por pórticos eletrônicos instalados nas rodovias.
Com a mudança, o valor do pedágio será dividido entre os sentidos de subida e descida da serra. Atualmente, o motorista paga R$ 40,60 de uma única vez no sentido litoral. Com o novo sistema, a tarifa será de R$ 20,30 por sentido.
A cobrança será feita pelos pórticos eletrônicos instalados na Rodovia dos Imigrantes, no km 29, e na Via Anchieta, no km 33. O motorista não precisará parar em cabines de pedágio, já que o sistema identifica o veículo por meio de uma TAG eletrônica ou pela placa.
Quem tiver TAG terá o pagamento realizado automaticamente pela operadora contratada. Já os motoristas sem a funcionalidade poderão consultar a cobrança e realizar o pagamento pelos canais oficiais do Siga Fácil, usando opções como Pix e cartão de crédito.
Não haverá desconto para quem pagar por Pix ou cartão. O valor da tarifa será o mesmo independentemente do meio escolhido.
O sistema também não exige assinatura mensal ou cadastro para quem não utiliza TAG. Motoristas que optarem por esse equipamento continuam sujeitos às condições comerciais da empresa responsável pela TAG, que pode cobrar mensalidade ou outros valores conforme o plano contratado.
O Free Flow é um sistema de cobrança eletrônica de pedágio que elimina as tradicionais praças com cabines e cancela. Em vez de parar o veículo, o motorista passa por pórticos equipados com sensores, câmeras e antenas capazes de identificar automaticamente o veículo.
O objetivo do modelo é tornar a cobrança mais rápida e permitir que o motorista pague apenas pelo trecho utilizado, especialmente em rodovias com diferentes pontos de cobrança.
No Brasil, o sistema começou a ser implantado em rodovias concedidas nos últimos anos. Em São Paulo, ele faz parte do programa Siga Fácil, desenvolvido pelo Governo do Estado e supervisionado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Além do Sistema Anchieta-Imigrantes, o Governo paulista prevê a expansão do modelo para outras concessões rodoviárias, como os projetos Novo Litoral Paulista, Nova Raposo e Rota Sorocabana.
Antes da operação definitiva na Anchieta-Imigrantes, os equipamentos passaram por uma fase de testes.
Segundo a Ecovias Imigrantes, concessionária responsável pelo sistema, os pórticos registraram a passagem de cerca de 2,5 milhões de veículos durante o período de testes, com avaliação da tecnologia de identificação e dos sistemas de cobrança.
Além dos pagamentos de impostos tradicionais, é comum que haja cobrança extra, os chamados pedágios, em algumas rodovias do país. A taxa é uma tarifa cobrada para financiar a manutenção, operação e melhoria dessas vias.
A cobrança não é definida por uma prefeitura. No caso das rodovias estaduais de São Paulo, como o Sistema Anchieta-Imigrantes, a responsabilidade é do Governo do Estado, que concede a administração da estrada para empresas privadas por meio de contratos de concessão.
Essas concessões funcionam como contratos em que uma empresa assume a operação de uma rodovia por determinado período. Em troca, recebe o direito de cobrar tarifas dos usuários para financiar os serviços previstos no contrato.
No caso da Anchieta-Imigrantes, a operação é feita pela Ecovias Imigrantes, concessionária responsável pela administração do sistema rodoviário.
O dinheiro arrecadado com o pedágio é utilizado para custear atividades como:
A definição do valor da tarifa segue regras estabelecidas no contrato de concessão e é fiscalizada pela Artesp. A agência acompanha o cumprimento das obrigações da concessionária e os investimentos realizados na rodovia.
No modelo de concessão, portanto, o pedágio funciona como uma fonte de receita para garantir a prestação dos serviços previstos no contrato, enquanto o poder público continua responsável pela fiscalização e regulamentação da operação.