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Pedágio mais caro do Brasil: reajuste do Sistema Anchieta-Imigrantes entra em vigor hoje

O pedágio do Sistema Anchieta-Imigrantes ficou mais caro nesta quarta-feira (1º) e o novo valor ficou em R$ 40,60. Entenda o reajuste, quais rodovias foram afetadas e como funciona a cobrança

Pedágios nas rodovias de São Paulo ficam mais caros em 2026 (QUATRO RODAS)

Pedágios nas rodovias de São Paulo ficam mais caros em 2026 (QUATRO RODAS)

Diandra Guedes
Diandra Guedes

Colaboradora

Publicado em 1 de julho de 2026 às 12h30.

Considerado o pedágio mais caro do Brasil, o preço da tarifa cobrada pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) ficou ainda mais alto nesta quarta-feira (1º). Com o reajuste que entrou em vigor à 0h, a tarifa passou de R$ 38,70 para R$ 40,60, alta de 4,91%.

O valor é cobrado na descida da serra, nas rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160), que ligam a capital paulista à Baixada Santista.

A mudança faz parte da atualização anual das tarifas prevista nos contratos de concessão das rodovias estaduais paulistas e passou a valer uma semana depois de o reajuste ser publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Com o novo valor, o pedágio do SAI fica bem próximo do preço de uma passagem de ônibus entre São Paulo e Santos, que hoje varia entre R$ 44 e R$ 46 segundo plataformas de venda on-line.

Todas as rodovias aumentaram o pedágio?

O reajuste não ficou restrito ao trecho da serra.

Outras rodovias da Baixada Santista administradas pela mesma concessionária, a Ecovias, também tiveram a tarifa corrigida no mesmo percentual aproximado, entre 4,59% e 4,92%:

  • Rodovia dos Imigrantes (Piratininga – km 32): de R$ 38,70 para R$ 40,60 (+R$ 1,90)
  • Via Anchieta (Riacho Grande – km 31): de R$ 38,70 para R$ 40,60 (+R$ 1,90)
  • Rodovia Cônego Domênico Rangoni (Santos – km 250): de R$ 18,30 para R$ 19,20 (+R$ 0,90)
  • Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (São Vicente – km 280): de R$ 10,90 para R$ 11,40 (+R$ 0,50)

Importante destacar que esse reajuste é específico das rodovias estaduais paulistas sob concessão. O aumento não é nacional nem afeta automaticamente pedágios de outros estados ou de rodovias federais, que têm contratos, índices de correção e calendários de reajuste próprios.

Cada concessão no Brasil segue as regras definidas em seu próprio contrato com o poder concedente (estadual ou federal), então aumentos como o do SAI acontecem de forma pontual, rodovia por rodovia, e não em bloco.

O que é free flow?

Uma mudança mais profunda no modelo de cobrança do SAI também está no radar. No início deste ano, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) anunciou que a praça de pedágio será substituída por pórticos de free flow.

O nome em inglês, na verdade, diz respeito a um sistema de cobrança eletrônica sem cancela, no qual sensores e câmeras registram a passagem do veículo automaticamente, sem que ele precise parar.

Com a chegada do free flow, o modelo de cobrança também muda de lógica.

Hoje, a tarifa é cobrada só no sentido litoral, na descida da serra, enquanto a subida rumo a São Paulo é isenta.

Com os pórticos, a cobrança passará a valer nos dois sentidos, mas o valor será dividido: a tarifa de referência ficaria em R$ 20,30 por trecho, tanto na subida quanto na descida.

Na prática, quem faz apenas metade do percurso passaria a pagar apenas por aquele trecho,  e é esse novo desenho que pode tirar o SAI do posto de pedágio mais caro do país.

Motociclistas continuam isentos da cobrança nos dois sentidos.

Apesar do anúncio, ainda não há uma data oficial confirmada pela Artesp para a substituição das praças físicas pelos pórticos free flow.

Como pagar o pedágio?

Enquanto o modelo atual segue em vigor, o pagamento no SAI pode ser feito de duas formas principais.

Nas cabines de cobrança manual, a concessionária aceita dinheiro em espécie e cartões de débito ou crédito com tecnologia de aproximação (NFC).

Já nas pistas de cobrança automática, o motorista precisa ter uma tag de pedágio cadastrada em uma das operadoras autorizadas, como Sem Parar, ConectCar, Move Mais, Veloe ou TAGGY, que descontam o valor automaticamente sem necessidade de parar no local.

Com a chegada do free flow, esse processo deve mudar novamente: quem tiver tag continuará com o desconto automático, enquanto quem não tiver deverá consultar a cobrança pela placa do veículo e efetuar o pagamento posteriormente, dentro do prazo estabelecido pela concessionária, para evitar pendências.

Por que existe pedágio?

O pedágio é a forma encontrada pelo poder público para viabilizar a concessão de rodovias à iniciativa privada: em troca do direito de administrar e cobrar pela via, a concessionária assume a responsabilidade por obras, manutenção, sinalização, socorro mecânico e outros serviços ao longo do trecho, sem que esse custo saia diretamente dos cofres públicos.

É por isso que os contratos de concessão, como o do SAI, preveem reajustes anuais das tarifas, de forma a manter o equilíbrio econômico do contrato ao longo dos anos de concessão.

É esse mecanismo contratual, e não uma decisão isolada, que explica o novo valor de R$ 40,60 cobrado a partir desta quarta-feira.

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