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Fortes chuvas e rajadas de vento em São Paulo deixam seis mortos

Quatro pessoas morreram por conta da queda de árvores. Também houve óbito em Limeira, por desabamento de um muro, e em Santo André, devido à queda da parede de um prédio

Puddle reflection view to the streets of downtown  São Paulo, Brazil (Nikada/Getty Images)

Puddle reflection view to the streets of downtown São Paulo, Brazil (Nikada/Getty Images)

Publicado em 4 de novembro de 2023 às 11h10.

Última atualização em 4 de novembro de 2023 às 12h39.

Seis pessoas morreram em São Paulo em decorrência das fortes chuvas e rajadas de vento que atingiram o estado nessa sexta-feira (3). A velocidade dos ventos, segundo a Defesa Civil do Estado, chegou a 151 quilômetros por hora (km/h) em Santos. Na capital paulista, as rajadas chegaram a 103,7 km/h, recorde dos últimos cinco anos.

Quatro pessoas morreram por conta da queda de árvores, sendo uma em Osasco, uma em Suzano, municípios da Grande São Paulo; e duas na zona leste da capital paulista. Também houve óbito em Limeira, por desabamento de um muro, e em Santo André, devido à queda da parede de um prédio.

As defesas civis e o Corpo de Bombeiros registraram mais de 2 mil chamados em ocorrências em 40 municípios do estado, a maioria por queda de árvore.

A Prefeitura de São Paulo informou que o trabalho das equipes nas ruas foi reforçado para amenizar os impactos causados pelo temporal. Equipes das subprefeituras, da Defesa Civil e agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em conjunto com a Enel, passaram a madrugada nas ruas para recuperação de áreas afetadas e retomada da regularidade.

São Paulo sem luz: restabelecimento da energia em bairros afetados pode levar mais tempo, diz Enel

Governador lamenta mortes

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou lamento pelas mortes causadas pelas chuvas de ontem no Estado.

"Lamentamos profundamente a morte de seis pessoas que foram vítimas de quedas de árvores e muros em razão da tempestade da última noite", publicou o governador em seu perfil no X, novo nome do Twitter.

"Todo o Estado de São Paulo sofreu com um evento climático extremo, marcado por chuva de grande intensidade e fortes rajadas de vento, sendo a região metropolitana de Campinas a mais atingida", disse ele.

Tarcísio afirmou que as equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros "estiveram a postos para atender as mais de 2.000 ocorrências registradas".

Segundo o governador, os dois órgãos "apoiam os municípios afetados para restabelecimento de energia e liberação de vias comprometidas pelas quedas de árvores".

O chefe do Executivo paulista também disse que a Sabesp está trabalhando para restabelecer o fornecimento de água.

Aeroporto

No Aeroporto de Congonhas, segundo informações da concessionária Aena, um jato executivo, modelo Cessna Citation, que vinha de Estrela D'Oeste teve problemas com o sistema de freios durante a aterrissagem no fim da tarde dessa sexta-feira. Não houve feridos, mas os pousos e as decolagens na pista principal foram afetados por cerca de uma hora. Doze voos foram cancelados e 14 alternados para outros aeroportos.

Por conta das chuvas intensas, houve queda de energia no terminal de passageiros. Os geradores foram acionados pela administração e foi possível manter a regularidade da operação. A energia foi restabelecida às 20h48.

Previsão do tempo

Neste sábado (4), a capital paulista amanheceu com muitas nuvens, mas sem previsão de chuva. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura, a frente fria que provocou os temporais já se afastou para o litoral fluminense. Durante a madrugada, São Paulo registrou chuviscos isolados na faixa leste da cidade. A nebulosidade diminui ao longo do dia e o sol aparecerá. A máxima pode chegar aos 25°C, com as menores taxas de umidade do ar na casa dos 40%.

Para o estado, a previsão, segundo a Defesa Civil, também é de sol entre nuvens. “Não há condições para chuva forte, apenas de garoa em pontos da faixa leste”, diz a nota do órgão.

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