Flávi sem palanque: Ceará, Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Minas Gerais, Bahia e Pará
Publicado em 25 de julho de 2026 às 08h00.
Última atualização em 25 de julho de 2026 às 08h10.
Às vésperas da convenção nacional do PL, marcada para o próximo sábado, 25, a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro ainda não tem um nome para concorrer a vice-presidente em sua chapa.
Os políticos cogitados já foram o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que decidiu lançar a própria pré-candidatura ao Planalto e entrou em atrito com o senador; a senadora Tereza Cristina (PP), que recusou para tentar a presidência do Senado no próximo ano; e a deputada federal Bia Kicis (PL), improvável, já que faz parte do mesmo partido que Flávio, limitando potenciais alianças.
Mais recentemente, o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, começou a ser discutido como forte candidato. A economista é filiada ao Republicanos e era considerada braço direito de Paulo Guedes, que foi ministro da Economia na gestão de Jair Bolsonaro.
Internamente, o Republicanos está consultando suas bases para definir se embarcará ou não na campanha do senador. Em alguns estados, como Pernambuco, o diretório regional declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A deputada federal Júlia Zanatta (PL) também ganhou força, especialmente depois que afirmou que aceitaria integrar a chapa. A catarinense também é publicamente apoiada pelo ex-deputado federal e irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro.
A campanha de Flávio também enfrenta dificuldades para consolidar alianças em parte dos estados. São sete unidades federativas no total: Ceará, Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Minas Gerais, Bahia e Pará.
Em alguns casos, o partido ainda não conseguiu definir um pré-candidato ao governo alinhado ao presidenciável; em outros, negocia apoios ou aguarda definições de aliados locais.
Ceará
O Ceará é considerado um dos principais desafios da campanha de Flávio. O PL ainda não definiu um candidato competitivo ao governo estadual e a tentativa de construir uma aliança com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) não avançou.
A aproximação com o tucano gerou o desentendimento entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que causou uma crise na campanha do filho do ex-presidente.
Com isso, o presidenciável chega ao período das convenções sem um palanque consolidado no estado.
Pernambuco
Em Pernambuco, o partido também não conseguiu estruturar um palanque estadual. O PL não lançou um nome próprio para disputar o governo nem formalizou apoio a um pré-candidato de outra legenda, deixando a campanha presidencial sem uma referência local.
A ideia era apoiar Raquel Lyra (PSD), mas a governadora quer evitar a associação com o bolsonarismo em um estado historicamente lulista.
Maranhão
Situação semelhante ocorre no Maranhão. Até o início das convenções, Flávio ainda não contava com um pré-candidato ao governo declaradamente alinhado à sua candidatura presidencial, enquanto as articulações estaduais permanecem em aberto.
Alagoas
Apesar de possuir aliados influentes no estado, como o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), que disputa o Senado, o PL ainda não definiu um candidato ao governo que sirva de palanque para Flávio Bolsonaro.
O ex-prefeito de Maceió, JHC, saiu do PL e se filiou ao PSDB em março, após falta de poder para articular a chapa que disputará as eleições no estado.
Minas Gerais
Em Minas Gerais, o cenário é de indefinição geral. O principal nome cotado para apoiar Flávio é o senador Cleitinho (Republicanos), mas a confirmação de sua candidatura ao governo ainda depende das articulações partidárias.
A alternativa do partido é o empresário Flávio Roscoe (PL), que se filiou ao partido, mas ainda não foi confirmado como candidato.
Enquanto isso, o presidenciável segue sem um palanque oficialmente definido no segundo maior colégio eleitoral do país.
Bahia
Na Bahia, as negociações continuam em andamento. O PL busca construir uma aliança capaz de oferecer um palanque competitivo para Flávio, mas, até o momento, ainda não há um pré-candidato ao governo formalmente vinculado à campanha presidencial.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), declarou apoio ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). ACM tenta evitar nacionalizar a disputa no estado, que é governado pelo PT nos últimos 20 anos.
Pará
No Pará, o partido também segue em tratativas para definir sua estratégia eleitoral. Embora existam conversas com lideranças locais, Flávio ainda não conta com um pré-candidato ao governo publicamente alinhado à sua candidatura, mantendo o estado entre os principais focos de negociação antes das convenções.