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Cenário é de candidatura própria do PL, diz pré-candidato de Flávio Bolsonaro em MG

Ex-presidente da Fiemg coloca nome à disposição e diz que decisão do PL dependerá de composições políticas

Roscoe: “Há uma demonização da política hoje que não ajuda ninguém" (Leandro Fonseca/Exame)

Roscoe: “Há uma demonização da política hoje que não ajuda ninguém" (Leandro Fonseca/Exame)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 19 de abril de 2026 às 09h00.

O ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, afirmou em entrevista à EXAME que o cenário atual aponta para uma possível candidatura própria do PL ao governo de Minas Gerais.

"Hoje, o cenário é de uma candidatura própria do PL. Coloquei meu nome à disposição do partido e estou aguardando a definição do jogo político e da análise de cenário", diz.

Empresário do setor têxtil, Roscoe afirmou que se colocou como pré-candidato sem impor condições para participar da disputa. Por isso, poderia compor como vice em uma eventual chapa, mas condicionou essa hipótese à afinidade política com o cabeça de chapa e ao conteúdo programático defendido.

“Não tenho objeção a nomes. A discussão vai ser sobre propostas e condições para uma eventual união”, afirma.

Questionado sobre o número de pré-candidatos de direita, Roscoe avalia que mais candidaturas no primeiro turno ajudam a ampliar as discussões e as propostas.

“Mais candidatos enriquecem o processo eleitoral, com mais propostas, mais debate e mais discussão”, afirma.

Sobre Zema e Flávio Bolsonaro, o empresário disse que o gestor estadual é um nome que “agrega a qualquer projeto”, embora ressalte que decisões desse tipo envolvem fatores além de afinidade pessoal.

Ao comentar sua decisão de se colocar na disputa, Roscoe também criticou o que chama de “demonização da política”.

“Há uma demonização da política hoje que não ajuda ninguém. Quando isso acontece, você afasta pessoas boas da política. E são as políticas públicas que determinam o sucesso ou o fracasso de um país", diz.

Cenário em Minas

A direita vive um impasse em Minas. Hoje, o governador Mateus Simões (PSD), que era vice de Romeu Zema (Novo), articula para ter o apoio de toda a direita no Estado. Porém, o seu desempenho nas últimas pesquisas ainda é tímido.

Uma eventual articulação para Zema ser candidato a vice do senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda pode mexer no estado que historicamente é decisivo para a eleição presidencial.

Nas últimas eleições, o resultado presidencial no estado repete os números nacionais.

O ex-governador, no entanto, já afirmou que priorizará a sua campanha presidencial em vez de fazer o seu sucessor em Minas.

O nome mais bem colocado no campo da direita nos levantamentos é do senador Cleitinho (Republicanos), que ainda não confirmou se disputará ou não o pleito.

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