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Fim da escala 6x1 é um 'remédio incorreto e populista', diz Zema

O mineiro, que tem 3% das intenções de voto nas pesquisas de primeiro turno, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não está atacando o problema na sua "origem"

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 16 de abril de 2026 às 15h13.

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO), afirmou nesta quinta-feira, 16, que o fim da escala 6x1 é um remédio "incorreto" e "populista".

"É um remédio incorreto, um remédio populista no ano eleitoral", afirmou Zema durante coletiva de apresentação das diretrizes do seu plano de governo, em São Paulo.

O mineiro, que tem 3% das intenções de voto nas pesquisas de primeiro turno, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não está atacando o problema na sua "origem".

Segundo ele, o que o brasileiro precisa é de mais renda para melhorar o seu poder de comprar.

"O que o Brasil precisa é melhorar o salário, a produtividade, que também não melhora porque não tem ninguém investindo com essa taxa de juros tão alto", disse.

Questionado se revogaria a mudança se for eleito, Zema disse que apresentará para a população uma proposta de flexibilização da CLT.

"O funcionário e o patrão vão escolher. Isso existe no mundo inteiro. Se a CLT é melhor, podem escolher. Se a nossa alternativa for melhor, eles vão escolher", afirmou.

Disputa entre governo e Motta pela tramitação

Hoje, duas propostas estão em tramitação no Congresso. Uma proposta de emenda à Constituição (PEC), com discussão mais ampla e possibilidade de transição, e um projeto de lei (PL) com aplicação imediata e tramitação rápida.

O governo defende jornada de 40 horas semanais, com manutenção de salários e dois dias de descanso, sem período de adaptação.

Já setores do Congresso e da iniciativa privada pressionam por um modelo mais gradual, com compensações e ajustes por setor.

Como mostrou a EXAME, setores como bares, restaurantes e shopping centers defendem a desoneração como alternativa para compensar o impacto da mudança. Representantes dessas áreas apontam risco de aumento de custos e pressão sobre preços, principalmente para os pequenos negócios.

Acompanhe tudo sobre:Romeu ZemaEleições 2026

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