Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Repórter especial da Exame em Brasília
Publicado em 22 de abril de 2026 às 18h37.
Última atualização em 23 de abril de 2026 às 00h04.
A concessionária que administra o estádio Mané Garrincha, em Brasília, encerrou nesta quarta-feira, 22, a parceria com o Banco de Brasília (BRB) para naming rights da arena, que previa pagamentos de R$ 7,5 milhões ao ano. O anúncio ocorre em meio à crise no banco estatal, controlado pelo governo do Distrito Federal, ocasionada pelo escândalo envolvendo a instituição financeira e o Banco Master.
PF prende ex-presidente do BRB durante operação contra corrupção e lavagem de dinheiro
Nos bastidores, pessoas familizarizadas com o assunto afirmam que o encerramento da parceria se deu em comum acordo entre as partes e levou em consideração dois fatores: as dificuldades financeiras do BRB e a percepção, por parte da concessionária, a Arena BRB SPE, de que o ativo se valorizou ao longo do contrato atual, que oficialmente venceu em dezembro de 2924. Desde então, os dois lados vinham em tratativas sobre uma renovação, mas o escândalo do Master, para o qual o BRB foi arrastado em virtude de ter adquirido carteiras supostamente fraudulantas do banco de Vorcaro, dificultaram as negociações.
O BRB deve permanecer com os contratos de camarote do estádio até 2030. A concessionária, agora, busca marcas interessadas em dar nome ao complexo formado pelo estádio com capacidade para 72 mil pessoas e também a Arena Nilson Nelson, para eventos indoor; o Mané Mercado, que reúne 15 restaurantes; e um complexo de quadras de tênis.
Em nota, a concessionária, que é controlada pela Arena360, afirma que "o encerramento da utilização da marca “BRB” como naming rights dos equipamentos" ocorrerá em 23 de abril.