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Em reação a Bolsonaro, Maia diz que "tensão institucional" não ajuda país

Bolsonaro enviou pelo menos dois vídeos convocando a população para um ato no dia 15 de março contra o Congresso

Maia: presidente da Câmara foi cobrado por parlamentares a se posicionar sobre o assunto (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Maia: presidente da Câmara foi cobrado por parlamentares a se posicionar sobre o assunto (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 26 de fevereiro de 2020 às 13h39.

Última atualização em 26 de fevereiro de 2020 às 14h11.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu nesta quarta-feira, 26, ao compartilhamento de vídeos pelo presidente Jair Bolsonaro no WhatsApp.

Maia estava sendo cobrado por parlamentares a se posicionar sobre o assunto. Sem mencionar diretamente o Presidente da República, o presidente da Câmara defendeu a união pelo diálogo e reafirmou o respeito às instituições democráticas.

Rodrigo Maia está na Espanha, onde cumpre agendas oficiais. Lideranças do Congresso tentam conversar com ele e solicitam reuniões para debaterem medidas possíveis em relação à atitude de Bolsonaro. Ainda não há confirmação de encontros e Maia retorna ao Brasil apenas na segunda-feira, dia 2.

Bolsonaro enviou pelo menos dois vídeos com imagens e sobreposição de fotos suas, convocando a população a sair às ruas no dia 15. Os vídeos têm trechos idênticos, como a frase que classifica Bolsonaro como um presidente "cristão, patriota, capaz, justo e incorruptível". O ato do dia 15 de março está sendo convocado por movimentos de direita em defesa do governo e contra o Congresso Nacional.

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