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Vorcaro decide trocar de advogado após STF formar maioria pela manutenção da prisão, diz jornal

O criminalista José Luis Oliveira Lima passa a conduzir o caso do banqueiro

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 13 de março de 2026 às 20h28.

Última atualização em 13 de março de 2026 às 20h31.

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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contratou um novo advogado para assumir sua defesa após a prisão preventiva mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a mudança, o criminalista José Luis Oliveira Lima passa a conduzir o caso que até então estava sob responsabilidade de Pierpaolo Bottini. Vorcaro permanece preso enquanto responde às investigações relacionadas ao Banco Master, informou o jornal O Globo.

A decisão ocorre no mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a prisão do banqueiro.

O julgamento é acompanhado por investigadores e advogados envolvidos no caso, que observam possíveis desdobramentos relacionados a um eventual acordo de colaboração premiada.

José Luis Oliveira Lima, conhecido no meio jurídico como Juca, já atuou em negociações de delação premiada durante a Operação Lava-Jato. O advogado esteve à frente da colaboração de Léo Pinheiro, executivo da empreiteira OAS.

A interlocutores, Oliveira Lima afirmou que não descarta a possibilidade de negociação de delação e indicou que todas as alternativas permanecem abertas no caso.

Como foi o julgamento no STF?

No julgamento desta sexta-feira, o ministro André Mendonça, relator do caso, votou pela manutenção da prisão. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o entendimento. O ministro Gilmar Mendes ainda não apresentou voto.

A análise ocorre no plenário virtual da Segunda Turma do STF e seguirá aberta até a próxima sexta-feira.

O voto de Mendonça estabelece que Vorcaro permanecerá na Penitenciária Federal de Brasília enquanto a investigação continua em andamento.

Segundo o relator, a Polícia Federal ainda precisa analisar oito celulares atribuídos ao banqueiro. Até o momento, apenas um aparelho passou por perícia.

O ministro também mencionou informações do inquérito sobre ameaças atribuídas ao executivo e a um grupo descrito como seu “braço armado”, direcionadas contra um ex-funcionário.

A defesa solicitou a libertação de Vorcaro e contestou a existência de um grupo denominado “A Turma”, apontado nas investigações como responsável por intimidar pessoas consideradas “adversárias” pelo banqueiro.

De acordo com o relator, a Polícia Federal identificou episódios de ameaças e indicou a existência de outros integrantes do grupo, estimado em seis pessoas.

O voto aponta ainda que Vorcaro teria emitido “ordens diretas” aos aliados investigados, segundo os elementos reunidos no inquérito.

*Com informações da agência O Globo.

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