Brasil

Cunha volta a pedir sigilo em inquérito de contas na Suíça

Advogados do presidente da Câmara alegam que suas informações são protegidas por sigilo fiscal e não podem ser acessadas por terceiros


	Eduardo Cunha passou a ser alvo de dois processos no STF, originados a partir das investigações da Operação Lava Jato
 (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

Eduardo Cunha passou a ser alvo de dois processos no STF, originados a partir das investigações da Operação Lava Jato (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de novembro de 2015 às 16h09.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - A defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu mais uma vez ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o inquérito sobre contas na Suíça atribuídas a Cunha tramite em segredo de Justiça.

No recurso apresentado hoje (3), os advogados alegam que suas informações são protegidas por sigilo fiscal e não podem ser acessadas por terceiros.

No dia 22 de outubro, o ministro Teori Zavascki negou o mesmo pedido da defesa, por entender que a publicidade dos atos processuais é um pressuposto constitucional e que a situação de Cunha não se enquadra nas exceções previstas por lei, entre elas a defesa da intimidade ou o interesse social. 

Na nova petição, o ex-procurador-geral da República e defensor de Cunha, Antonio Fernando de Souza, pediu que Zavascki reconsidere sua decisão ou leve a questão para julgamento no plenário.

"Tal posicionamento se justifica pelo fato de que a decisão pela quebra de sigilos bancário e fiscal e, simplesmente, a exposição de dados daquela natureza, no âmbito do processo penal, passa pelo sopesamento entre direitos e interesses constitucionais, quais sejam o direito a intimidade e o interesse público na repressão a eventuais condutas ilícitas", afirmou Souza.

No mês passado, Teori Zavascki atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e abriu inquérito para investigar contas na Suíça atribuídas a Cunha, a mulher dele, Claudia Cruz, e sua filha, Danielle Cunha. 

Com a abertura de inquérito, Eduardo Cunha passou a ser alvo de dois processos no STF, originados a partir das investigações da Operação Lava Jato. Em agosto, Janot denunciou o presidente da Câmara dos Deputados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

No outro inquérito, o presidente da Câmara é acusado de receber US$ 5 milhões em um contrato para compra de navios-sonda para a Petrobras. Desde o início das investigações, Cunha nega as acusações.

Acompanhe tudo sobre:CorrupçãoEscândalosFraudesJustiçaEduardo CunhaOperação Lava JatoSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Onde assistir ao julgamento do STF sobre as denúncias contra Moraes?

STF realiza julgamento histórico que pode definir se Moraes será investigado; saiba como será

Em novo aceno a trabalhadores de app, Lula vai regulamentar algoritmo das plataformas

Brasil e Estados Unidos devem se reunir no fim de setembro para discutir tarifaço