Flávio Bolsonaro: senador disputa a Presidência do Brasil (Saulo Cruz/Agência Senado)
Publicado em 30 de julho de 2026 às 16h21.
Última atualização em 30 de julho de 2026 às 16h37.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai mudar o comando da comunicação novamente. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha do filho de Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira, 30, que Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer deixaram seus postos na chefia da comunicação.
No lugar dos publicitários, a campanha de Flávio convidou o marqueteiro Duda Lima, que trabalhou na campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.
A saíde de Oltramani e Fischer ocorre logo após a exibição, na convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como presidenciável, de um vídeo gerado por inteligência artificial em que a imagem de Jair Bolsonaro aparece endossando a candidatura do filho e dizendo que sua prisão é injusta.
O uso de um deep fa ex-presidke doente coloca a campanha de Flávio na mira da Justiça Eleitoral, visto que a prática é vedada por uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em nota, Marinho diz que as contribuições da dupla que agora deixa a campanha "foram importantíssimas e valiosas nessa etapa e marcaram um momento estratégico desta caminhada".
"Desejamos a Oltramari e a Fischer que continuem colaborando para o aperfeiçoamento de nossa democracia, com toda a sua competência e profissionalismo", diz o documento.
O texto de Marinho ressalta que Lima foi convidado "para comandar a área de comunicação da campanha", mas não afirma que o estrategista aceitou o posto.
A EXAME entrou em contato com Duda Lima, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
A saída de Oltramani e Fischer é a segunda troca no comando da comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro. Os dois assumiram assumiram o trabalho em maio, depois da queda do publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, próximo ao senador.
Lopes, por sua vez, deixou a campanha bolsonarista em meio à revelação da relação amistosa entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, preso no âmbito da operação Complicance Zero.
Logo após a revelação de áudios enviados por Flávio a Vorcaro, cobrando repasses do banqueiro à produção do filme Dark Horse, o senador fez uma série de declarações à imprensa, vistas por aliados como equivocadas. Marcelão, então, deixou a campanha.