Lula e Flávio: diferença no 2º turno é a menor desde o início de agosto (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 24 de agosto de 2026 às 07h00.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 45%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 24. Com apenas 1 ponto percentual de diferença e margem de erro de 2 pontos, Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados.
Outros 8% dos entrevistados afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos. Os que não sabem ou não responderam representam 1%.
O resultado mostra uma redução da distância entre os dois na comparação com a pesquisa da semana passada. Em 17 de agosto, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 44%, diferença de 3 pontos percentuais. Agora, o presidente passou para 46%, enquanto o senador foi a 45%.
A distância entre Lula e Flávio Bolsonaro passou de 3 pontos para 1 ponto em uma semana, mas as oscilações individuais de ambos ficaram dentro da margem de erro da pesquisa.A série histórica da BTG/Nexus mostra uma disputa apertada desde março. Na primeira medição, Lula e Flávio tinham 46% cada. A maior distância ocorreu em 15 de junho, quando o presidente marcou 49%, contra 43% do senador, uma diferença de 6 pontos. Desde 3 de agosto, a distância não supera 3 pontos: foi de 1 ponto naquela rodada, 3 pontos em 10 e 17 de agosto e voltou a 1 ponto agora.
O empate no resultado geral esconde diferenças maiores entre grupos do eleitorado. Entre as mulheres, Lula registra 52%, contra 37% de Flávio Bolsonaro, uma distância de 15 pontos. Entre os homens, Flávio aparece com 53%, ante 39% de Lula, vantagem de 14 pontos.
A idade também divide o eleitorado. Lula alcança 58% entre os jovens de 16 a 24 anos, contra 32% de Flávio. Entre os eleitores de 25 a 40 anos, Flávio tem 50%, e Lula, 41%. Na faixa de 41 a 59 anos, são 47% para Flávio e 44% para Lula. Entre quem tem 60 anos ou mais, Lula registra 50%, contra 42%.
A religião produz uma das maiores diferenças dos cruzamentos. Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro chega a 59%, ante 33% de Lula, uma diferença de 26 pontos. Entre os entrevistados sem religião, o movimento se inverte: Lula alcança 63%, contra 24% de Flávio, distância de 39 pontos.
Entre os católicos, Lula registra 48%, ante 43% de Flávio Bolsonaro.
A diferença entre os dois candidatos é expressiva nos extremos de renda. Entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, Lula registra 57%, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Na faixa acima de cinco salários mínimos, Flávio alcança 53%, enquanto Lula tem 41%.
Regionalmente, Lula apresenta seu maior percentual no Nordeste, com 57%, contra 35% de Flávio. O senador registra suas maiores marcas no Sul, onde tem 54% contra 37% de Lula, e no Norte/Centro-Oeste, com 53% ante 38%.
No Sudeste, os dois aparecem mais próximos: Lula registra 46% e Flávio Bolsonaro, 44%.
No segundo turno, Lula tem vantagem de 22 pontos no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro abre 17 pontos no Sul e 15 pontos no Norte/Centro-Oeste.A pesquisa testou outros três confrontos de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46%, ante 42% do ex-governador de Goiás. Brancos, nulos e nenhum somam 11%, e 2% não sabem ou não responderam. Os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.
No confronto com Romeu Zema, Lula registra 47%, contra 40% do ex-governador de Minas Gerais. Outros 11% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2% não sabem ou não responderam.
A maior diferença entre os cenários testados ocorre contra Renan Santos. Lula tem 47% e Renan, 35%, uma distância de 12 pontos percentuais. Nesse cenário, 15% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 2% não sabem ou não responderam.
O levantamento também cruzou o voto dos entrevistados no primeiro turno com a escolha em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os dados mostram que Flávio concentra a maior parcela dos eleitores de Zema, Caiado, Augusto Cury e Renan Santos.
Entre os eleitores de Zema no primeiro turno, 72% escolheriam Flávio Bolsonaro no segundo turno, ante 8% que migrariam para Lula. Outros 18% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 2% não sabem ou não responderam.
Entre os eleitores de Caiado, 54% votariam em Flávio Bolsonaro e 23%, em Lula. Outros 21% escolheriam branco, nulo ou nenhum. Entre os eleitores de Augusto Cury, 48% iriam para Flávio e 31%, para Lula, enquanto 22% não escolheriam nenhum dos dois.
O quadro é mais dividido entre os eleitores de Renan Santos: 51% escolheriam Flávio Bolsonaro, 8% Lula e 41% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
Lula, por sua vez, concentra 66% dos eleitores de Samara em uma eventual segunda etapa da eleição. Flávio fica com 7%, enquanto 27% não escolheriam nenhum dos dois.
A pesquisa também mediu o potencial de voto e rejeição dos candidatos. Lula é rejeitado por 49% dos entrevistados, que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. A rejeição de Flávio Bolsonaro é de 48%.
Ao mesmo tempo, 39% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, e 11% afirmam que poderiam votar no presidente, mas também consideram outro nome. No caso de Flávio Bolsonaro, 27% dizem que ele é o único candidato em quem votariam, enquanto 20% afirmam que poderiam escolhê-lo, mas também consideram outro candidato.
Caiado tem rejeição de 34%, mas 30% afirmam não conhecê-lo. Zema é rejeitado por 36% e desconhecido por 31%. Renan Santos registra rejeição de 35% e é desconhecido por 43% dos entrevistados.
Lula e Flávio Bolsonaro têm os maiores índices de rejeição entre os nomes testados, com 49% e 48%, respectivamente.A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre 21 e 23 de agosto, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09028/2026.