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Pesquisa BTG/Nexus: Lula abre 6 pontos sobre Flávio Bolsonaro em cenário com Pablo Marçal

No principal cenário, sem Marçal, presidente tem 41% das intenções de voto, contra 37% do senador do PL; empresário registra 4% quando incluído na disputa

Lula e Flávio: disputa fica mais aberta para o petista com Pablo Marçal na simulação (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)

Lula e Flávio: disputa fica mais aberta para o petista com Pablo Marçal na simulação (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 24 de agosto de 2026 às 06h44.

Última atualização em 24 de agosto de 2026 às 06h48.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 41% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro registra 37% em um cenário estimulado de primeiro turno da eleição presidencial, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 24.

A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é de 4 pontos percentuais no principal cenário testado pelo levantamento.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 5%, Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema, também com 3%. O escritor Augusto Cury tem 2%, enquanto Samara registra 1%.

Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Wilson Grassi e Clariana Barão aparecem com 0%. Outros nomes somam 3%. Os eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato são 5%, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

Na comparação com a rodada anterior da BTG/Nexus, divulgada em 17 de agosto, Lula permaneceu com 41% das intenções de voto no primeiro cenário, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 36% para 37%. Com isso, a distância entre os dois passou de 5 para 4 pontos percentuais.

Caiado manteve 5%, enquanto Renan Santos passou de 4% para 3% e Zema, de 4% para 3%. Como as variações entre as duas rodadas estão dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, os números representam oscilações e não permitem afirmar avanço ou recuo dos candidatos.

Na série iniciada em março, Lula variou entre 40% e 42%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou entre 33% e 38%.

Com Pablo Marçal, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 34%

A BTG/Nexus também testou um segundo cenário de primeiro turno, desta vez com Pablo Marçal entre os nomes apresentados aos entrevistados. Lula registra 40%, e Flávio Bolsonaro, 34%. Nesse caso, a diferença entre os dois chega a 6 pontos percentuais.

Caiado mantém 5%, enquanto Marçal aparece com 4%. Renan Santos tem 3%; Zema e Augusto Cury, 2% cada; e Samara, Rui Costa Pimenta e Clariana Barão registram 1% cada. Hertz Dias, Edmilson Costa e Wilson Grassi aparecem com 0%.

Brancos, nulos e nenhum somam 4%, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

A inclusão de Pablo Marçal coincide com Flávio Bolsonaro passando de 37% no cenário 1 para 34% no cenário 2, enquanto Lula passa de 41% para 40%. Como se trata de cenários diferentes dentro da mesma rodada, os números mostram o efeito da composição das alternativas apresentadas ao eleitor, e não uma evolução temporal das intenções de voto.

Marçal aparece na pesquisa, apesar de estar inelegível até 2032 por decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo. O empresário registrou sua candidatura à Presidência pelo PRTB após obter uma decisão judicial que reconheceu sua filiação ao partido. A regularidade dessa filiação também é questionada pelo Ministério Público Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impôs restrições à candidatura enquanto analisa o pedido de registro. Por decisão unânime, a Corte proibiu Marçal de acessar recursos dos fundos Eleitoral e Partidário, participar de debates, usar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e praticar outros atos de propaganda eleitoral.

As restrições são provisórias e permanecem em vigor até que o TSE julgue o mérito do registro da candidatura de Marçal.

O tribunal ressaltou que a decisão não antecipa o resultado do julgamento definitivo. Segundo o calendário eleitoral, 14 de setembro é a data até a qual os pedidos de registro de candidatura, inclusive os impugnados e seus recursos nas instâncias ordinárias, devem estar julgados e com as decisões publicadas.

Lula tem 38% no voto espontâneo; Flávio Bolsonaro, 31%

Na pergunta espontânea, quando os entrevistadores não apresentam uma lista de candidatos, Lula aparece com 38% e Flávio Bolsonaro, com 31%. A distância entre os dois é de 7 pontos percentuais.

Renan Santos, Caiado e Zema registram 2% cada. Outros nomes somam 4%. Nenhum, branco ou nulo representam 6%, enquanto 15% não sabem ou não responderam.

O percentual de indecisos é, portanto, maior na pergunta espontânea do que nos cenários estimulados. Na modalidade estimulada, o entrevistador apresenta uma lista de possíveis candidatos ao entrevistado.

Oito em cada dez eleitores dizem ter voto definido

A pesquisa também mediu o grau de certeza dos entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro cenário. Entre esses eleitores, 80% afirmam que a decisão já está tomada e não deve mudar até outubro, enquanto 19% dizem que ainda podem mudar de voto. Outros 1% não sabem ou não responderam.

Os eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores níveis de decisão consolidada entre os candidatos exibidos no cruzamento. Entre os que escolhem Lula, 88% dizem que não pretendem mudar o voto, ante 12% que admitem mudança. No grupo de Flávio Bolsonaro, 86% afirmam estar decididos e 14% dizem que podem alterar a escolha.

A proporção de voto considerado definitivo cai entre os demais candidatos. Entre os eleitores de Renan Santos, 53% afirmam que a decisão não deve mudar, contra 47% que admitem mudança. Para Caiado, os percentuais são de 51% e 44%, respectivamente, além de 5% que não sabem ou não responderam.

Entre os eleitores de Zema, 43% dizem ter decisão definitiva e 57% admitem mudança. No caso de Augusto Cury, 30% afirmam estar decididos, contra 69% que podem mudar. Entre os eleitores de Samara, 29% consideram a escolha definitiva e 71% admitem alteração.

Lula lidera entre mulheres e Flávio Bolsonaro entre homens

Os recortes da pesquisa mostram diferenças na preferência eleitoral por sexo, renda, religião e região. Entre as mulheres, Lula registra 48%, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o quadro se inverte: Flávio tem 43%, e Lula, 34%.

A divisão também aparece por religião. Lula alcança 44% entre católicos, ante 36% de Flávio Bolsonaro. Entre evangélicos, Flávio registra 47%, contra 29% de Lula. O presidente chega a 54% entre os entrevistados sem religião, enquanto Flávio marca 20%.

A renda familiar também separa o desempenho dos dois primeiros colocados. Entre quem recebe até um salário mínimo, Lula tem 55%, e Flávio Bolsonaro, 26%. Na faixa de mais de cinco salários mínimos, Flávio registra 41%, ante 36% de Lula.

Regionalmente, Lula alcança seu maior percentual no Nordeste, com 54%, contra 27% de Flávio Bolsonaro. No Sul, Flávio marca 45%, e Lula, 33%. No Norte/Centro-Oeste, Flávio aparece com 40%, Lula com 31% e Caiado alcança 14%. No Sudeste, Lula tem 40%, e Flávio, 38%.

Os recortes mostram vantagem de Lula entre mulheres, eleitores de menor renda e no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro registra percentuais maiores entre homens, evangélicos e eleitores do Sul.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre 21 e 23 de agosto, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09028/2026. A amostra teve controle por sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD e usou como referência dados da Pnad Contínua e do TSE.

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