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Profissionais que incorporam ferramentas de inteligência artificial à rotina podem automatizar tarefas e dedicar mais tempo a atividades estratégicas
Redação Exame
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 05h03.
Uma planilha que levaria horas para organizar, um relatório extenso que precisa ser resumido ou uma apresentação que ainda está em branco. Tarefas assim fazem parte da rotina de milhares de profissionais e já podem ser parcialmente executadas com auxílio de inteligência artificial.
A diferença, no entanto, está em saber onde a ferramenta realmente ajuda e como conduzir o resultado. O Fórum Econômico Mundial coloca IA e big data entre as habilidades que mais devem crescer até 2030.
Ao mesmo tempo, pensamento analítico, criatividade, resiliência e flexibilidade continuam entre as competências mais valorizadas pelos empregadores.
O ChatGPT pode funcionar como um segundo par de olhos para tarefas que exigem organização de informação.
Um profissional pode fornecer dados, documentos ou um briefing e pedir que a ferramenta identifique padrões, organize tópicos, compare alternativas ou aponte pontos que precisam de revisão.
Na produção de conteúdo, também é possível solicitar diferentes versões de um texto, adaptar a linguagem para públicos distintos ou transformar informações brutas em uma estrutura inicial.
O ganho está em saber dar contexto e avaliar a resposta. Uma instrução vaga tende a produzir um resultado genérico; um pedido que informa objetivo, público, formato e critérios de qualidade oferece uma direção muito mais precisa.
Para profissionais que vivem entre Gmail, Docs, Sheets e outros serviços do Google, o Gemini pode ser especialmente útil por estar integrado a esse ambiente.
A ferramenta pode auxiliar na redação de mensagens, organização de informações e trabalho com documentos e planilhas, reduzindo a necessidade de alternar entre diferentes aplicativos.
Para uma equipe que já concentra sua rotina no Workspace, a integração pode ser tão importante quanto a qualidade da resposta produzida pela IA.
Quem trabalha principalmente com Word, Excel, PowerPoint, Outlook e Teams encontra uma lógica semelhante no Microsoft Copilot. A ferramenta pode apoiar a criação e edição de documentos, análise de informações, preparação de apresentações e organização da comunicação profissional.
O próprio levantamento de tendências de trabalho da Microsoft aponta que uma parcela relevante do uso do Copilot está ligada a atividades cognitivas, como análise de informações, resolução de problemas e avaliação de alternativas.
Saber utilizar uma única plataforma já pode economizar tempo. Conhecer os pontos fortes de diferentes ferramentas amplia ainda mais as possibilidades.
Um profissional de marketing, por exemplo, pode usar uma IA para estruturar uma pesquisa, outra para trabalhar com documentos e uma terceira para revisar o resultado final.
O importante é manter a responsabilidade sobre a entrega: conferir dados, corrigir erros e decidir o que realmente faz sentido aplicar.
O mercado não precisa apenas de pessoas que saibam escrever comandos para uma IA. Precisa de profissionais capazes de identificar problemas que podem ser resolvidos com tecnologia, escolher a ferramenta adequada e julgar a qualidade do resultado.
Por isso, aprender a usar IA pode representar uma vantagem profissional quando a tecnologia deixa de ser um recurso separado da rotina e passa a fazer parte do processo de trabalho.
A ferramenta produz parte da resposta, mas a capacidade de fazer as perguntas certas, verificar o resultado e transformar aquilo em uma boa decisão continua sendo humana.