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Brasil investe US$ 56,27 bilhões para modernizar indústria

A informação foi destacada durante um ato oficial pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que reforçou a necessidade de fortalecer a indústria nacional

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: "O comércio exterior é emprego e renda. Muitas empresas não sobrevivem somente com o mercado interno. Por isso, o enfoque no comércio exterior é fundamental" (Leandro Fonseca/Exame)

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: "O comércio exterior é emprego e renda. Muitas empresas não sobrevivem somente com o mercado interno. Por isso, o enfoque no comércio exterior é fundamental" (Leandro Fonseca/Exame)

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Agência de Notícias

Publicado em 4 de outubro de 2025 às 09h16.

Última atualização em 4 de outubro de 2025 às 12h04.

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O Brasil reforça sua aposta em colocar em marcha uma "nova indústria" mais verde, produtiva, inovadora e digital, como estratégia para aumentar sua competitividade no mercado internacional.

Para isso, o governo está realizando investimentos de cerca de US$ 56,27 bilhões até 2026 para o desenvolvimento de um novo plano industrial.

A informação foi destacada durante um ato oficial pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que enfatizou a necessidade de fortalecer a indústria nacional, sobretudo diante da concorrência asiática.

A estratégia está focada em expandir as cadeias agroindustriais sustentáveis e o setor de saúde, impulsionar a bioeconomia, a descarbonização e a transição e segurança energéticas, além de melhorar infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis.

O plano também busca promover a transformação digital da indústria e implementar tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais.

"Isso é essencial para disputar mercado com a concorrência internacional", disse Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Exportar para crescer

Alckmin lembrou que, para muitos setores, como aviação ou defesa, exportar é uma condição inegociável para a subsistência e escalada dos negócios.

Ao mesmo tempo, o comércio exterior permite aumentar a resiliência e as possibilidades de crescimento de pequenas e médias empresas, que são a base da economia brasileira.

"O comércio exterior é emprego e renda. Muitas empresas não sobrevivem somente com o mercado interno. Por isso, o enfoque no comércio exterior é fundamental", afirmou Alckmin.

Ele destacou a importância dos programas de qualificação e de incentivo à internacionalização e exaltou o trabalho desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para que empresas inovadoras tenham mais possibilidades de conquistar espaço nas cadeias internacionais de valor.

Nesse contexto, o Brasil tem entre suas estratégias centrais para impulsionar a internacionalização uma participação robusta na maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo, a Hannover Messe, que será realizada em abril de 2026, na cidade alemã.

No evento, que reúne mais de 130 mil visitantes e 4 mil expositores de mais de 60 países, o país buscará reafirmar sua relevância global no setor.

Como parceiro oficial, o Brasil contará com um pavilhão de 2.000 m² dividido em áreas temáticas dedicadas aos setores de automação, máquinas e equipamentos, indústria digital, robótica, energia e sustentabilidade, apresentado por Alckmin nesta semana durante um evento em São José dos Campos (SP).

A ApexBrasil, que coordena a participação do país na feira, ressaltou em um comunicado que "esta é uma oportunidade única de mostrar ao mundo a força da indústria brasileira em inovação, sustentabilidade e tecnologia, junto aos principais atores globais".

Uma agenda completa de negócios

Com a expectativa de reunir cerca de 450 representantes brasileiros, a ApexBrasil explicou que realizará uma agenda completa de negócios que inclui eventos de alto nível, seminários, painéis e encontros de relacionamento, ampliando as possibilidades concretas de acesso a novos mercados.

Em relação à anfitriã do evento, a Alemanha importou um total de US$ 5,8 bilhões em produtos brasileiros em 2024 e oferece ao país, segundo a ApexBrasil, mais de 390 oportunidades, com destaque para máquinas e equipamentos de transporte, produtos alimentícios, materiais em bruto e artigos manufaturados.

Além disso, a ApexBrasil espera que antes de abril de 2026 o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já esteja em vigor, com o potencial de ampliar em até US$ 7 bilhões as exportações ao bloco sul-americano no curto prazo e podendo impactar positivamente os resultados de participação do Brasil na Hannover Messe.

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