“Blocão” de Cid Gomes discute eleição no Senado

Bloco que une 15 parlamentares deve chegar a uma definição sobre apoio na disputa nesta sexta-feira

O “blocão” do senador Cid Gomes, do PDT, discute nesta sexta-feira, 25, em Brasília, a eleição para a presidência do Senado, marcada para o dia primeiro de fevereiro. O senador tenta formar um grande bloco de partidos para conseguir força na Casa.

As siglas do bloco seriam o PDT, com 4 senadores, Rede, com 5, PSB, 2, e PPS também com 2, além de Jorge Kajuru, do PRB, e Reguffe, que não tem partido. Em entrevista ao site O Antagonista, Cid disse que outros sete partidos já demonstraram sintonia com os objetivos do bloco. São eles: PSDB, PSD, DEM, PP, PTB, PRP e PSC.

“A ideia é compor um arco de forças que não seja nem situação automática, nem oposição sistemática. Acho que esse sentimento de Senado independente, com papel relevante de moderação para o futuro do país, é dominante na Casa. Esse é o princípio, essa é a filosofia”, também disse Cid sobre o bloco.

Para ser eleito presidente do Senado, é preciso ter pelo menos 41 dos 81 votos. Se não houver maioria absoluta, acontece um segundo turno entre os dois mais bem votados. O eleito comandará a Casa pelos próximos dois anos.

Até o momento, espera-se que oito senadores candidatem-se à presidência da Casa. São eles: Álvaro Dias (Podemos-PR), Angelo Coronel (PSD-BA), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Esperidião Amin (PP-SC), Major Olímpio (PSL-SP), Renan Calheiros (MDB-AL), Simone Tebet (MDB-MS) — que, se eleita, será a primeira mulher no comando do Senado — e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O atual presidente é Eunício de Oliveira (MDB-CE), que não pode tentar a reeleição pois não foi eleito em 2018. Se os oito se candidatarem, a disputa pela presidência do Senado terá o maior número de candidatos desde a redemocratização.

Renan Calheiros, do MDB, é um dos nomes favoritos para a disputa, apesar de não falar de sua candidatura publicamente. “Os alagoanos me reelegeram para ser bom senador, não presidente. Já fui várias vezes, em momentos também difíceis. A decisão caberá à bancada, e temos outros nomes”, publicou Renan em sua conta do Twitter no domingo, 21.

O nome preferido do governo é o de Major Olímpio. Elegê-lo será o primeiro grande teste dos articuladores do Planalto.

Você já leu todo conteúdo gratuito deste mês.

Assine e tenha o melhor conteúdo do seu dia, talvez o único que você precise.

Já é assinante? Entre aqui.

Deseja assinar e ter acesso ilimitado?

exame digital

R$ 15,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis
Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.