Canetas emagrecedoras: Anvisa pediu mais testes e dados para liberar novos medicamentos (Freepik)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 13 de abril de 2026 às 14h19.
Última atualização em 13 de abril de 2026 às 15h01.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) bloqueou o registro de três novas canetas emagrecedoras. A decisão foi publicada nesta segunda-feira, 13, no Diário Oficial da União.
A agência rejeitou o pedido de novos medicamentos à base dos princípios semaglutida e liraglutida. Essas substâncias são usadas no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2 e são o princípio ativo de medicamentos como Ozempic, Wegovy, Rybelsus, Poviztra e Extensior.
Foram bloqueados os produtos das farmacêuticas Cipla Brasil e Dr. Reddys. As empresas pediram autorização para comercializar medicamentos chamados Plaobes, Lirahyp e Embeltah.
Na prática, significa que as solicitações não atenderam todos os requisitos técnicos exigidos para comprovação de eficácia, segurança e qualidade dos produtos, segundo comunicado da Anvisa.
A tentativa de novos registros ocorre após a quebra da patente da semaglutida, que expirou em 20 de março no Brasil, encerrando cerca de 20 anos de exclusividade da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.
No ano passado, a Agência publicou edital para que as empresas com pedidos de registro de medicamentos contendo semaglutida ou liraglutida pudessem solicitar prioridade de análise. A medida teve como objetivo garantir o abastecimento do mercado brasileiro, considerando que a Anvisa identificou, por meio de sua área de fiscalização, instabilidade na oferta de medicamentos desta classe.
Atualmente não existem concorrentes para semaglutida no país. Há 16 pedidos de registro para medicamentos com este princípio ativo, cuja patente venceu no Brasil no último mês de março.
A semaglutida é um agonista do receptor GLP-1. Em outras palavras, ela se liga aos receptores de GLP-1 e ativa múltiplas respostas fisiológicas que ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue e o apetite. Entre essas ações, destacam-se:
Graças a pequenas modificações estruturais, a semaglutida resiste à degradação por enzimas como a DPP-4, aumentando significativamente sua meia-vida e prolongando seu tempo de ação no organismo.