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Gestos obscenos e encenação: os motivos inusitados que já levaram à expulsão no futebol

Expulsão de André, do Corinthians, foi pauta durante o jogo contra o Palmeiras pelo Brasileirão no domingo (12).

Flávio Rodrigues de Souza: árbitro foi o responsável por expulsar André (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images) )

Flávio Rodrigues de Souza: árbitro foi o responsável por expulsar André (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images) )

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 13 de abril de 2026 às 14h42.

A expulsão do volante André, do Corinthians, no clássico contra o Palmeiras, no último domingo, 12, chamou a atenção e foi bastante polêmica.

O jogador foi expulso ainda no primeiro tempo do duelo após ter sido flagrado fazendo um gesto obsceno em direção aos jogadores do Palmeiras.

Aos 35', o atleta sofreu uma falta de Andreas Pereira no meio-campo. Ao levantar, o jogador do Corinthians colocou as mãos na parte genital, gerando revolta dos atletas palmeirenses. Após indicação do VAR, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza checou o lance e entendeu que André teve a intenção de fazer o gesto obsceno, expulsando-o de campo.

O lance remete a outra expulsão ocorrida pelo mesmo motivo em partida do Corinthians contra o Fluminense, no dia 1.º de abril. Allan também recebeu cartão vermelho após segurar a parte genital em direção aos atletas do time carioca.

Essas não foram as únicas expulsões inusitadas do futebol. Ao longo dos anos, o esporte já acumulou diversos episódios que geraram discussão e dúvidas.

Neymar e a máscara na Libertadores

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu na Libertadores de 2011. Em um duelo decisivo contra o Colo-Colo, na Vila Belmiro, o Santos vencia por 2 a 0 quando Neymar marcou o terceiro tento e resolveu comemorar vestindo uma máscara com o próprio rosto.

O lance gerou o segundo amarelo para o craque santista e a expulsão. A partida ainda ganhou contornos dramáticos, com os chilenos diminuindo para 3 a 2. Mesmo assim, o time paulista seguiria sua caminhada até o título continental.

Maycon ou Gabriel? Confusão marca expulsão em clássico

Em um clássico entre Corinthians e Palmeiras pelo Paulistão de 2017, o árbitro Thiago Duarte Peixoto protagonizou uma gafe histórica: confundiu Maycon com Gabriel ao aplicar um cartão amarelo. Como Gabriel já havia sido advertido com cartão amarelo, acabou expulso sem sequer ter cometido a falta. O Corinthians venceu, mas o juiz foi suspenso por dois meses.

Erros não são apenas no Brasil

Fora do Brasil, o inusitado também marca presença. Em 2013, na semifinal da Copa da Liga Inglesa, Eden Hazard perdeu a cabeça e chutou um gandula durante jogo contra o Swansea. A arbitragem não hesitou e mostrou o vermelho direto. O episódio virou manchete mundial e ajudou a selar a eliminação do Chelsea na competição.

Expulso, mas por pouco tempo

Já em 2015, um lance foi bastante comentado devido à atitude do árbitro. Na goleada da Chapecoense sobre o Palmeiras por 5 a 1, Egídio foi expulso após um carrinho. O detalhe é que, cerca de cinco minutos depois, o árbitro voltou atrás e mandou o jogador retornar ao campo, anulando a expulsão. A cena expôs a falta que o VAR ainda fazia naquele momento.

Jogador ou ator de Hollywood?

Por fim, há também as expulsões provocadas por atuação. Na Copa do Mundo de 2002, Rivaldo simulou uma agressão ao cair com as mãos no rosto após a bola bater em sua coxa, em lance com o atleta turco Hakan Ünsal. O árbitro acreditou e expulsou o jogador da Turquia. Mais tarde, o brasileiro acabou multado pela FIFA pela encenação.

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