Brasil

A Lava-Jato em 11 países

Procuradores de 11 países em que a Odebrecht operou decidiram nesta quinta-feira estabelecer “a mais ampla, rápida e eficaz cooperação” para investigar a atuação da construtora brasileira e outros alvos da Operação Lava Jato. O encontro foi organizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e realizado em Brasília. Dele participaram representantes do Ministério Público da Argentina, Chile, Colômbia, […]

DR

Da Redação

Publicado em 17 de fevereiro de 2017 às 05h35.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h43.

Priorizar nos meus resultados Google

Procuradores de 11 países em que a Odebrecht operou decidiram nesta quinta-feira estabelecer “a mais ampla, rápida e eficaz cooperação” para investigar a atuação da construtora brasileira e outros alvos da Operação Lava Jato. O encontro foi organizado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e realizado em Brasília. Dele participaram representantes do Ministério Público da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Portugal, Peru, República Dominicana e Venezuela.

Nesta sexta, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve se reunir hoje com o seu colega da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, para tratar da cooperação de ambos os países em relação à Lava-Jato. Existem 11 investigações abertas relacionadas à Odebrecht no país, e elas envolveriam do presidente Juan Manuel Santos ao opositor e ex-candidato à presidência, Óscar Iván Zuluaga. A ideia é que uma ação conjunta acelere e facilite os trabalhos.

Tanto na Colômbia como nos demais países, as operações começaram principalmente depois de 2003, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu, e seguiram até o começo da Lava-Jato, em 2014. Desses países, o Peru é o que está mais adiantado nas investigações. O ex-presidente Alejandro Toledo tem um mandado de prisão em aberto e estaria foragido nos Estados Unidos. Além da Colômbia e do Peru, as propinas teriam chegado ao alto escalão de outros governos. Na Argentina, os escândalos vão a assessores tanto do atual presidente, Maurício Macri, como da ex, Cristina Kirchner. No Panamá, ao irmão do ex-presidente Ricardo Martinelli.

A construtora Odebrecht é a principal pagadora de propinas por meio de seu “setor de operações estruturadas”. São mais de 800 depoimentos para serem destrinchados em cada um dos países latino-americanos – em breve, países como Angola, Moçambique e Guatemala podem entrar no grupo. Na quarta, Janot se reuniu com Temer para pedir celeridade ao Ministério da Justiça na assinatura do acordo com o MP da Suíça. Procuradores brasileiros enxergam a demora para aprovação como uma tentativa de travar a Lava-Jato. Os próximos meses devem ser de muito trabalho para os investigadores. E não só no Brasil.

Acompanhe tudo sobre:Exame HojeÀs Sete

Mais de Brasil

Análise: Caso Lulinha força Lula à defensiva e limita tentativa de pautar campanha

Lulinha, segurança pública e dívida: o que Lula disse na sabatina do JN

Lula promete criar Ministério da Segurança e diz que área demanda 'muito dinheiro'

Lula promete zerar fila de espera do INSS