TIM quer concorrer com Apple TV, mirando na classe emergente

A aposta é oferecer uma alternativa para o consumo de vídeo aproveitando a capacidade da infraestrutura de fibra da operadora

São Paulo - Conforme antecipado por este noticiário, a área de banda larga fixa TIM Fiber anunciou nesta terça-feira, 3, o lançamento de um set-top box para agregar conteúdo de TV digital aberta e serviços over-the-top (OTT) para o usuário.

Batizado de Live TIM Blue Box, o aparelho será lançado no segundo semestre, com um período de testes com a versão beta do serviço entre alguns clientes no Rio de Janeiro e São Paulo.

A aposta é oferecer uma alternativa para o consumo de vídeo aproveitando a capacidade da infraestrutura de fibra da operadora, principalmente em bairros das classes C e D.

Na verdade, o set-top box lembra bastante a concorrente Apple TV, focando em dois serviços pré-instalados: YouTube e Netflix. De acordo com o CEO da TIM Fiber, Rogério Takayanagi, a assinatura dos serviços OTT não será da responsabilidade da operadora.

"O ideal é dar ao usuário final a opção de escolher, o cliente contrata o Netflix como provedor de conteúdo. Quando falamos em Google, a parceria é com o Dial (aplicativo que permite espelhar conteúdo na TV) e a relação também passa pelo cliente", diz.

Mas ele reconhece que poderá haver facilidades para assinantes da TIM. "Nada impede de fazer co-billing, estamos analisando ainda se faz sentido ou não".

A previsão da operadora é de que metade da base de usuários no segundo semestre de 2015 esteja também com a solução Blue Box.

O foco parece ser mais em mercados das classes C e D, que não possuem TV a cabo.

"A gente tem visto adoção muito grande em bairros distantes nos quais chegamos e a capacidade inteira é vendida em 60 dias. A contínua expansão demanda intenso capital, e internamente na TIM a gente não vê nenhum problema do ponto de vista de demanda, é mais de como financiar a expansão", explica o CEO da Live TIM.

O serviço de TV digital é o padrão aberto brasileiro, captado por um sintonizador comum. Takayanagi explica que a ideia não era obter licença de Serviço de Acesso Condicionado (SeAC).

Já o acesso dos OTTs é feito usando a banda larga do próprio cliente, não há capacidade dedicada.

"Se a gente tiver todos os clientes da Live com Blue Box, assistindo ao mesmo tempo, nem arranha a capacidade. Em princípio, não haveria necessidade", diz o executivo.

Ele reconhece, entretanto, que se houver demanda exagerada de dez ou mais set-top boxes na casa, por exemplo, seria necessário velocidade maior do que a oferta de 35 Mbps, a mais básica da banda larga fixa da empresa.

Produção nacional

O Blue Box será vendido separadamente, inclusive para não-assinantes da TIM Live.

O preço ainda está sendo negociado com fornecedores – atualmente, a Entone produz o hardware na China, enquanto o processador é da Broadcom, com middleware da Minerva e tecnologia de aprendizado para recomendação de conteúdo da Movile –, mas o preço-alvo é "um valor abaixo ou igual ao dos media centers do mercado".

Para efeito de comparação, a Apple TV custa atualmente R$ 399, enquanto o Chromecast, do Google, deverá ser lançado por R$ 199. No futuro, a parceria com esses fornecedores deverá trazer a fabricação para o Brasil, beneficiando-se de desoneração com o PPB.

O hardware utiliza o open-source Linux, mas não há previsão de abertura de ecossistema para desenvolvedores.

"O cliente quer uma experiência simples, quer o 'leanback'. Nossa ideia é ser bastante seletivos nas aplicações que vamos colocar ali. Coisas muito complexas que precisam de uma interface complicada, não estarão ali", diz Rogerio Takayanagi. O sistema ainda contará com navegador embutido e poderá abrigar até jogos. No entanto, outros serviços OTT já estão sendo considerados. "Sendo relevante, tendo audiência e boa usabilidade, é possível ser integrado."

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