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Tijana Jankovic assume comando da Rappi no Brasil

Executiva dirigirá empresa em momento de expansão e questionamentos, com poder público mirando taxar empresas de delivery

A Rappi está com nova direção no Brasil. A companhia conhecida pelo "delivery de tudo" anunciou nesta segunda-feira, 9, Tijana Jankovic como a nova country manager no país. Nascida na Sérvia, Jankovic, de 34 anos, está radicada há 8 no Brasil e trabalha no Rappi desde agosto do ano passado. Ela tem passagens por gigantes como Google e Uber.

Jankovic assume no lugar de Sergio Saraiva, que comandava a operação da empresa no Brasil desde janeiro de 2020 e agora, de acordo com a empresa, irá assumir "novos desafios dentro do setor de startups". Durante sua gestão, a Rappi passou a se posicionar como uma empresa que ia além da entrega e do delivery, mirando ser o "super app" da América Latina.

O conceito de super apps é parte do triunfo do mercado de tecnologia da China, onde aplicativos podem ser usados para diferentes funcionalidades, desde comprar ou pedir alguma coisa, até transações financeiras, meios de pagamento ou investimentos. Nesse sentido, o Rappi diversificou atuação no último ano, apostando em serviços financeiros, vendas de passagens, e lives, por exemplo. Esse tipo de funcionalidade faz com o que usuário gaste mais tempo no aplicativo e tenha uma interação cada vez maior com ele.

Em entrevista à EXAME, Jankovic, que retorna de férias nesta segunda-feira e já assume a direção da empresa no país, afirmou que a companhia irá continuar com o foco nesse sentido. " Nossa estratégia, de certa maneira, não muda, mas vai evoluir e ficar mais arrojada. Vamos continuar desafiando o mercado digital por meio de novos serviços, elevando a barra. Passaremos cada vez mais a dar as cartas na evolução do setor, como fizemos quando inovamos com as entregas ultrarrápidas de 10 minutos", disse.

De acordo com Jankovic, a Rappi continuará focando em frentes de entregas, como Rappi Turbo, de envios ultrarrápidos, e o Rappi Prime, para assinatura de envios e descontos em entregas e outros benefícios. Hoje, o aplicativo está atuando em 100 cidades no Brasil.

"O Turbo-Fresh, que opera com nossas 61 Dark Stores, é um exemplo desse movimento. Atualmente, ele está disponível para bairros de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Campinas e Niterói. Até o final do ano, planejamos chegar a 150 Dark Stores, ampliando o raio de cobertura das entregas ultra rápidas nas cidades que mencionei e, em breve, iniciando esta operação também em Porto Alegre e Natal", afirmou Jankovic, se referindo ao serviço de entregas em até 10 minutos e que utiliza lojas especializadas em atender apenas delivery e entregas.

Outra frente de expansão da Rappi é no segmento financeiro. No início do ano, a companhia anunciou o Rappi Bank, para emitir cartões e contas para consumidores finais e parceiros do app. A empresa já conta com uma linha de crédito de capital de giro e, em junho, lançou junto da Visa um cartão de crédito. "Entre este mês e o próximo, vamos começar a ofertar seguros. E a tendência é seguir ampliando o portfólio de produtos do RappiBank, seguindo a evolução natural para uma fintech", disse Jankovic.

O momento de expansão e consolidação da empresa no território nacional acontece em meio a apostas do mercado financeiro nas startups. Em julho deste ano, a Rappi recebeu novo aporte de 500 milhões de dólares, elevando o valor de mercado da empresa para 5,25 bilhões de dólares.

Ao mesmo tempo, crescem questionamentos ao modelo de funcionamento dessas empresas e à presença cada vez maior delas na vida cotidiana. Empresas de delivery e caronas são questionadas em cidades como São Paulo, em que se discute que elas sejam taxadas por suas operações e há ainda uma crescente reclamação de fraudes e golpes nas entregas.

Jankovic reiterou o compromisso de manter um sistema seguro, dizendo que não há operação da empresa com máquinas de cartão de crédito ou débito e que já foi estabelecida uma equipe que mapeia e analisa todas as fraudes, trabalhando junto a autoridades e às polícias civil e federal.

Sobre as taxas, a executiva afirma que a legislação precisa levar em conta "a diversidade do ecossistema". "Precisamos de políticas que estimulem o surgimento e o crescimento de startups. Em um cenário onde há tarifas e uma ausência de política pública de incentivo, acaba por resultar em um impacto negativo que recai sobre toda a economia local, atingido de consumidores a empreendedores", disse.

Errata: este texto foi atualizado às 10h42 para incluir o mais recente aporte da Rappi e atualizar a informação

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