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Sucessão na Apple: quem deve substituir Tim Cook, líder dos iPhones depois de Steve Jobs?

Com saída de Jeff Williams e Cook perto dos 65 anos, Apple testa bastidores para nova liderança com foco em produto

Tim Cook: Apple pode estar em busca de novo CEO (Jamie Squire / Equipe/Getty Images)

Tim Cook: Apple pode estar em busca de novo CEO (Jamie Squire / Equipe/Getty Images)

Publicado em 9 de outubro de 2025 às 05h55.

A possível saída de Tim Cook do cargo de CEO da Apple voltou ao centro das atenções nas últimas semanas.

O executivo completa 65 anos no próximo mês e, nos bastidores, cresce a expectativa por uma transição no comando da empresa, avaliada em quase US$ 4 trilhões. A discussão ganhou fôlego após a confirmação da aposentadoria de Jeff Williams, diretor de operações e até então visto como herdeiro natural do posto.

Em julho, analistas já sugeriam que a Apple precisaria de um sucessor com perfil focado em produto, especialmente diante das dificuldades da empresa na área de inteligência artificial. Cook seguiu à frente, promoveu mudanças internas, mas, diante da ausência de um sucessor claro, a discussão sobre o futuro da Apple permaneceu.

Nesse cenário, segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o nome mais cotado para suceder Cook é o de John Ternus, vice-presidente sênior de engenharia de hardware. Aos 50 anos — a mesma idade do atual CEO quando assumiu o cargo em 2011, após a era Steve Jobs —, Ternus é visto como favorito por seu perfil de engenheiro, a influência nas decisões de produto e a confiança do atual CEO.

Além de liderar a estreia do iPhone Air, o primeiro redesenho significativo da linha em anos, Ternus foi o rosto da Apple durante o lançamento do iPhone 17, quando recebeu clientes na loja da Regent Street, em Londres — papel tradicionalmente exercido por Cook em Nova York. A movimentação é vista como um indicativo da tentativa da Apple de familiarizar o público e os investidores com uma possível futura liderança.

Troca de gerações e esvaziamento interno

A Apple vive um processo de renovação em sua cúpula. Além de Williams, outros executivos se preparam para deixar seus cargos. Johny Srouji, líder de tecnologias de hardware e responsável pelos chips da linha A e M, avalia sua permanência. Lisa Jackson, ex-diretora da agência ambiental dos EUA, também estaria considerando a aposentadoria.

Outro nome em xeque é o do chefe de IA, John Giannandrea, uma área em que a Apple enfrenta grandes dificuldades, como a reformulação da assistente Siri ou o lançamento do Apple Intelligence. Para seu lugar, a empresa considera um nome externo, com sondagens feitas a executivos de rivais, como a Meta.

Enquanto tenta recompor sua liderança técnica, a Apple ainda não tem uma data para a saída de Cook. A aposta do mercado é que ele continue na empresa, possivelmente como presidente do conselho — caminho trilhado por nomes como Jeff Bezos e Bill Gates. Nos bastidores cresce a pressão por uma definição clara sobre a sucessão.

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