Segredos do brasileiro que criou janelas multitarefa no iPad

Pedro Franceschi tem 15 anos e, aos 12, ganhou fama ao desbloquear o sistema operacional do iPhone. Ele também “ensinou” português ao aplicativo Siri

No começo desta semana, Pedro Franceschi, de 15 anos, mostrou mais uma vez que as invenções da Apple não guardam segredos para ele. O jovem – que ganhou fama aos 12 anos por desbloquear o sistema operacional do iPhone e que, no começo deste ano, “ensinou” português ao aplicativo Siri – acaba de criar um programa responsável por aproximar os iPads dos computadores normais: o gerenciador de janelas Quasar.

Disponível apenas para usuários que desbloquearam seus tablets pelo método “jailbreak” (que libera a instalação de programas e recursos não oficiais nos aparelhos), o Quasar permite que os outros aplicativos sejam executados em janelas semelhantes às presentes nos sistemas operacionais Windows, da Microsoft, e Mac OS, da Apple. Em entrevista exclusiva ao site de Veja, Pedro fala sobre o projeto.

- Quando você começou a trabalhar no Quasar?

Pedro Franceschi: Há dois meses, quando tive a ideia de trazer um pouco da experiência de multitarefa do desktop para o iPad, permitindo rodar várias aplicações ao mesmo tempo no dispositivo.

- Quais ferramentas foram utilizadas no desenvolvimento do aplicativo?

Franceschi: Usei o terminal do sistema (junto com compiladores e scripts, ferramentas comuns usadas em programação) e um editor de texto (TextMate, o meu favorito) com suporte à linguagem de programação para o iOS.

- Quantas janelas você pode abrir simultaneamente?

Franceschi: Não há limite de janelas. Você pode abrir quantas o processador do iPad aguentar.

- Existe alguma possibilidade de vermos o Quasar na App Store oficial?

Franceschi: Não. Oficialmente, a Apple não permite esse tipo de modificação em seu sistema. Foi exatamente por isso que lancei o Quasar na Cydia Store.

- Qual é o retorno da Cydia Store para os desenvolvedores?

Franceschi: O retorno é surpreendente. Por se tratar de uma loja virtual que oferece programas singulares, e que não existem na App Store, as pessoas tendem a pagar pelo que encontram. Também há uma ideia de pagar para ajudar no desenvolvimento dos projetos – algo que é muito interessante no mundo do jailbreak. Financeiramente, as condições são iguais às da App Store (70% para o desenvolvedor, 30% para a loja).

- Você pode dar uma prévia sobre os seus próximos planos?

Franceschi: Pretendo continuar atualizando e adicionando recursos ao Quasar. Esse é, definitivamente, o meu maior projeto para o iOS e está muito longe de estar finalizado.

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