Tecnologia

Oposição a data centers de IA vira tema de campanha nos EUA; veja como pensam os americanos

População dos EUA difere sobre data centers próximos de cidades a depender do partido em que vota

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 30 de junho de 2026 às 11h15.

Última atualização em 30 de junho de 2026 às 11h20.

A resistência à construção de data centers de inteligência artificial começa a ganhar espaço nas campanhas eleitorais nos Estados Unidos. Em Michigan, Will Lawrence, progressista que disputa uma vaga no Congresso, lançou um anúncio contra a instalação desse tipo de infraestrutura no estado.

A peça mira especialmente um projeto em Mason, cidade localizada no competitivo 7º Distrito de Michigan, onde Lawrence tenta se tornar o candidato democrata.

O argumento central da campanha é que comunidades locais estariam sendo ignoradas por políticos dos dois partidos diante da pressão de grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs.

A disputa mostra como a expansão da infraestrutura de IA deixou de ser apenas um tema técnico ou empresarial e passou a entrar no debate político local.

Data centers costumam ser associados a consumo elevado de energia, uso intensivo de água e impactos sobre planejamento urbano, fatores que têm motivado resistência em diferentes regiões.

O caso também indica uma mudança no cálculo eleitoral. Candidatos passam a apostar que a rejeição a projetos de infraestrutura ligados à IA pode gerar apoio entre moradores preocupados com impactos ambientais, econômicos e comunitários.

No Congresso, discussões sobre possíveis moratórias para novos centros de dados já começam a aparecer.

Veja como se posicionam os americanos sobre novos data centers

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