Celular seminovo ou recondicionado: verificar IMEI e saúde da bateria evita prejuízo e problema com a Justiça (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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Publicado em 18 de julho de 2026 às 08h00.
O mercado de celulares usados cresce junto com o preço dos aparelhos novos — e com ele o risco de comprar um smartphone roubado ou com bateria no limite. Para quem busca um celular seminovo ou recondicionado, o caminho mais seguro passa por duas verificações obrigatórias antes de pagar: a consulta do IMEI em bases oficiais e a checagem da saúde da bateria no próprio aparelho.
O IMEI (International Mobile Equipment Identity) é um código de 15 dígitos que funciona como o chassi de um carro — cada aparelho tem o seu, e é por meio dele que operadoras e a Anatel identificam celulares bloqueados por roubo, furto ou irregularidade. Celulares com dois chips têm dois IMEIs. Se qualquer um deles apresentar restrição, a recomendação é desistir da compra.
Para descobrir o IMEI, o método mais rápido é abrir o discador do celular e digitar *#06#. O código aparece na tela de qualquer smartphone, Android ou iPhone. Ele também pode ser conferido em Ajustes > Geral > Sobre (no iPhone) ou em Configurações > Sobre o telefone (no Android), além da etiqueta impressa na caixa original do aparelho.
A consulta é gratuita e pode ser feita em dois canais oficiais do governo federal:
Além dos canais federais, estados como São Paulo (SSP-SP) e o Distrito Federal (PCDF) oferecem consultas próprias que cruzam dados com boletins de ocorrência locais. Se qualquer uma dessas bases apontar bloqueio ou divergência, não conclua a compra.
A bateria é o componente que mais se degrada com o tempo, e um aparelho com capacidade abaixo de 80% da original já compromete a autonomia no dia a dia.
Durante o encontro com o vendedor, conecte o aparelho a um carregador e observe se ele reconhece a carga e se há aquecimento anormal nos primeiros minutos — sinais de possível defeito na bateria ou na placa.
Um celular seminovo é um aparelho usado por outro dono e revendido sem passar por revisão técnica padronizada. A garantia depende do vendedor e pode ser limitada ou inexistente. Já o recondicionado é revisado por uma empresa que checa, substitui componentes defeituosos e classifica o aparelho por grau de conservação (A, B ou C). Costuma vir com garantia de 3 a 12 meses definida pela revenda.
Em ambos os casos, a checagem de IMEI e nota fiscal segue sendo obrigatória, assim como a confirmação de que nenhuma conta está vinculada ao aparelho. Priorize vendedores com CNPJ ativo e canais de atendimento — isso facilita trocas e reduz o risco de receptação.
Algumas dicas podem ajudar a evitar prejuízos futuros. São elas:
Se a restrição aparecer antes de fechar a compra, encerre o contato e, em plataformas de anúncios, denuncie o vendedor. Caso o bloqueio seja identificado após a compra, o recomendado é procurar uma delegacia de Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência e entregar o aparelho, com comprovantes da negociação — prints de conversas e recibos de pagamento, além dos dados de contato do vendedor.