Tecnologia

O iPhone está de volta ao topo no mundo dos smartphones

Receita da Apple com smartphones soma US$ 85 bilhões no período e puxa alta de 16% no faturamento total

Tim Cook, CEO da Apple: iPhone 17 Pro Max estreia opção de 2 TB e atinge pela primeira vez a marca de US$ 1.999 (Justin Sullivan/Getty Images)

Tim Cook, CEO da Apple: iPhone 17 Pro Max estreia opção de 2 TB e atinge pela primeira vez a marca de US$ 1.999 (Justin Sullivan/Getty Images)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 10h23.

Última atualização em 30 de janeiro de 2026 às 10h25.

A Apple abriu o primeiro trimestre fiscal reportando receita de US$ 143,76 bilhões e lucro líquido de US$ 42,1 bilhões no trimestre encerrado em dezembro. O resultado foi impulsionado pelas vendas recordes de iPhones, que somaram US$ 85 bilhões no período.

"O iPhone teve seu melhor trimestre de todos os tempos, impulsionado por uma demanda sem precedentes, com recordes históricos em todos os segmentos geográficos", afirmou o CEO Tim Cook durante a apresentação de resultados nesta quinta-feira, 29.

A receita do iPhone superou as expectativas do mercado, que projetava US$ 78,65 bilhões, e avançou em relação aos US$ 69 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. A Apple atribui o desempenho à forte demanda pelos modelos iPhone 17, lançados em setembro.

Lucro e receita superam projeções

A companhia reportou lucro líquido de US$ 42,1 bilhões, ante US$ 36,33 bilhões um ano antes. O lucro por ação ficou em US$ 2,84, acima da estimativa média de US$ 2,67 e dos US$ 2,40 do mesmo trimestre do ano anterior.

A receita total somou US$ 143,76 bilhões, uma alta de 16% na comparação anual e superior à projeção de US$ 138,48 bilhões. A margem bruta avançou para 48,2%.

As ações da Apple tiveram reação moderada após a divulgação do balanço, com alta de 0,8% no pregão.

Demanda asiática é destaque

As vendas na região da Grande China, que inclui China continental, Hong Kong e Taiwan, cresceram 38% e atingiram US$ 25,53 bilhões, frente aos US$ 18,5 bilhões do mesmo trimestre do ano anterior. Cook afirmou que foi o melhor trimestre da história do iPhone na região.

A Apple também bateu recordes na Índia. Segundo Cook, o país teve a maior receita trimestral de sua história no período de dezembro, com recordes de vendas de iPhone, Mac e iPad, além de receita histórica em serviços.

Além da China e da Índia, a Apple reportou crescimento de receita em todas as regiões. Nas Américas, as vendas avançaram de US$ 52,6 bilhões para US$ 58,5 bilhões. Na Europa, subiram de US$ 33,8 bilhões para US$ 38,1 bilhões no comparativo anual.

Com as vendas disparadas, a base instalada de dispositivos Apple aumentou. Segundo Cook, a marca chegou a 2,5 bilhões de unidades em uso, acima dos 2,35 bilhões registrados no ano anterior.

Desempenho desigual

Nem todos os produtos Apple tiveram um salto tão forte quanto a do iPhone 17. O iPad, por exemplo, cresceu 6%, com vendas de US$ 8,6 bilhões, e a empresa informou que cerca de metade dos compradores do tablet no trimestre eram novos usuários.

O negócio de Serviços cresceu 14% e alcançou US$ 30,01 bilhões, com destaque para o aumento de 36% na audiência do Apple TV em dezembro.

Já a divisão de Wearables, Home e Acessórios faturou US$ 11,49 bilhões, recuo de 2% na comparação anual. O pior resultado foi dos Macs, que totalizaram US$ 8,39 bilhões, queda de 7% e abaixo das estimativas, apesar do lançamento do MacBook Pro com chip M4 em novembro.

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