Ciência

Imaginação e realidade fluem em sentidos opostos no cérebro, diz estudo

As descobertas podem ajudar a estabelecer padrões de atividade cerebral durante o sono, além de ajudar em estudos sobre a memória de curto prazo

cerebro (Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 21 de novembro de 2014 às 10h53.

A imaginação flui pelo cérebro na direção oposta do que nossa percepção sobre a realidade. Esta foi a conclusão de pesquisadores da Universidade Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, em uma pesquisa sobre o fluxo das ondas cerebrais.

"Uma questão importante nos estudos sobre o cérebro é entender como diferentes partes do órgão estão conectadas" afirma Barry Van Veen, chefe da equipe que publicou o estudo.

"Sabemos que o cérebro não funciona como uma série de áreas independentes, mas como uma rede de áreas especializadas que colaboram entre si", disse Van Veen.

Para o estudo, os cientistas examinaram a atividade cerebral de pessoas por meio de eletroencefalografia, método que utiliza sensores para medir a atividade elétrica que flui do cérebro.

O objetivo dos pesquisadores era entender o funcionamento do fluxo de informação através do córtex, a camada mais externa do cérebro.

O foco da análise dos cientistas eram duas regiões do córtex: o lobo pariental e o lobo occipital. A primeira delas é a região responsável por processar as informações sensoriais; a segunda interpreta estímulos e informações visuais.

Após eletrodos serem colocados na cabeça dos participantes do estudo, eles assistiam a uma série de pequenos vídeos. Os pesquisadores então pediam que eles relembrassem, na imaginação, o conteúdo desses clipes.

Utilizando um algoritmo para decodificar as informações obtidas pela eletroencelografia, os cientistas conseguiram determinar a direção do fluxo elétrico dentro do córtex.

Os pesquisadores descobriram que, durante a imaginação, havia um aumento do fluxo de informação do lobo pariental para o lobo occipital. Durante a percepção das coisas reais, por sua vez, a direção era contrária.

As descobertas podem ajudar os pesquisadores a estabelecer padrões de atividade cerebral durante o sono ou sonhos, além de ajudar em estudos sobre a memória de curto prazo.  

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