Ciência

Homem rompe tendão do polegar após 6 semanas de Candy Crush

O americano de 29 anos não sentiu dores; os médicos acreditam que seu vício funcionou como analgésico

A lesão foi causada pelos movimentos repetitivos feitos durante cerca de oito horas por dia por seis semanas (Getty Images)

A lesão foi causada pelos movimentos repetitivos feitos durante cerca de oito horas por dia por seis semanas (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 17 de abril de 2015 às 16h37.

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São Paulo - Um homem rompeu um dos tendões do polegar enquanto jogava Candy Crush. Pior: ele não percebeu que estava machucado e continuou jogando até perder os movimentos do dedo.

O americano de 29 anos disse aos médicos que, até o momento da lesão, jogou o game cerca de oito horas por dia durante seis semanas. O paciente usava apenas a mão esquerda, enquanto fazia as outras tarefas do dia com a direita.

Os movimentos repetitivos causaram a ruptura, que não aconteceu no ponto mais fino do tendão, como normalmente acontece, mas sim na parte mais grossa dele. Mas o que intrigou os médicos foi o fato do paciente não sentir dor em nenhum momento.

Segundo o estudo, publicado na revista científica JAMA Medical Medicine, o homem deveria sentir dores muito fortes antes mesmo de romper totalmente o tendão. Mas ele resolveu ir para o hospital apenas quando percebeu que não conseguia mais mover o polegar da mão esquerda.

Os médicos acreditam que seu vício no jogo bloqueou a dor. A ciência já descobriu que, ao jogar video games, o organismo libera no cérebro substâncias ligadas ao prazer e excitação. Agora, os pesquisadores desconfiam que os jogos tenham potencial de funcionarem como analgésicos.

"O potencial para que os video games reduzam a percepção da dor levanta considerações clinicas e sociais sobre seu uso excessivo, abuso e vício", escrevem os autores do estudo.

Apesar dos efeitos negativos, os pesquisadores afirmam que o "efeito analgésico" dos video games pode ser benéfico, nas circunstâncias certas. A pesquisa cogita a hipótese dos jogos eletrônicos serem usados no controle da dor, como uma alternativa a ser usada em procedimentos médicos dolorosos, por exemplo.

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