EXAME.com (EXAME.com)
Da Redação
Publicado em 2 de junho de 2010 às 15h25.
São Paulo - Um composto sintético pode ter o potencial de regenerar tecidos nervosos de vítimas de acidente vascular cerebral (AVC). Em testes realizados com ratos de laboratório, um grupo de pesquisadores do Hospital Henry Ford, de Detroit, nos Estados Unidos, observou que a versão sintética do peptídeo Thymosin beta 4 promoveu a criação de novos vasos sanguíneos e restaurou células nervosas danificadas.
A pesquisa dá continuidade a um estudo anterior da mesma equipe, que mostrou que o Thymosin beta 4 aumentou as funções neurológicas de ratos que tiveram derrame. A melhora ocorre porque há aumento na formação de mielina protetora ao redor das fibras nervosas em células cerebrais.
Neste último experimento, ratos receberam o peptídeo sintético um dia depois de serem submetidos a um bloqueio em uma artéria cerebral. Depois receberam outras quatro doses do composto uma vez a cada três dias. Outros ratos que não receberam o Thymosin beta 4 foram usados como modelo de comparação.
Os pesquisadores concluíram que o peptídeo aumentou a densidade de vasos sanguíneos e induziu um tipo de células imaturas do cérebro, chamado de oligodendrócito progenitor, a se diferenciar em oligodendrócitos maduros, responsável pela produção da mielina que protege os axônios das células nervosas.
"Esse experimento bem-sucedido é uma promessa para o tratamento de derrames provocados por coágulos em humanos", afirmou em uma nota o medido Daniel C. Morris, que liderou a pesquisa. "A terapia neurorrestaurativa é o próximo passo para o tratamento de AVC".
Os resultados da pesquisa serão apresentados nesta quarta-feira (3) no Encontro Anual da Sociedade para a Medicina de Emergência Acadêmica, em Phoenix~.