Ciência

Com perna biônica, homem sobe 103 andares de escada nos EUA

Prótese utilizada pelo americano Zack Vawter o ajudou a completar a corrida vertical mais alta do planeta, no arranha-céu Willis Tower, em Chicago; veja vídeo


	Zack Vawter e sua perna biônica: prótese desenvolvida pelo RIC é capaz de interagir com usuário para antecipar seus movimentos, tornando o controle do dispositivo mais natural
 (Rehabilitation Institute of Chicago (RIC))

Zack Vawter e sua perna biônica: prótese desenvolvida pelo RIC é capaz de interagir com usuário para antecipar seus movimentos, tornando o controle do dispositivo mais natural (Rehabilitation Institute of Chicago (RIC))

Gabriela Ruic

Gabriela Ruic

Publicado em 6 de novembro de 2012 às 10h54.

São Paulo – O americano Zack Vawter fez história esta semana nos Estados Unidos ao concluir a corrida vertical mais alta do planeta, a SkyRise, depois de subir 103 andares de escada utilizando uma perna biônica. A competição esportiva aconteceu no arranha-céu Willis Tower, em Chicago, um dos maiores do mundo e, atualmente, o mais alto dos EUA, com 527 metros de altura.

A prótese utilizada por Vawter é resultado de pesquisas desenvolvidas pela equipe do Instituto de Reabilitação de Chicago (RIC) em seu programa de estudos sobre o controle neural neste tipo de dispositivo. O objetivo é compreender, e desenvolver, tecnologias para oferecer aos usuários o controle mais natural de suas próteses.

Segundo a entidade, o dispositivo é capaz de interagir com o cérebro de Vawter para antecipar os movimentos que ele irá realizar. Quando precisa se levantar, por exemplo, a perna biônica compreende a sua intenção e faz o movimento de acordo com ela.

Uma das maiores diferenças é que agora consigo subir escadas passo a passo, como qualquer outra pessoa, disse Vawter. Para o americano, uma dificuldade das próteses convencionais é que, para fazer os mesmos movimentos, era preciso dar o primeiro passo com sua outra perna e então arrastar a prótese para conseguir caminhar. Com a perna biônica é muito mais simples, explicou.

Em 2009, Vawter sofreu um grave acidente ao conduzir sua moto e, como consequência, sua perna esquerda teve que ser amputada do joelho para baixo. Depois de se informar sobre o programa de reabilitação do RIC, considerado um dos centros de referência no desenvolvimento de próteses inteligentes, o americano começou então a fazer parte da pesquisa.

Veja a conquista de Vawter no vídeo abaixo, produzido pelo RIC:

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