Tecnologia

Burger King quer virar foodtech e aposta em entregas via delivery próprio

“Estamos capitaneando a revolução para foodtech no país”, disse Alexandre Cezilla, Diretor de Vendas do Burger King do Brasil; plano de expansão contempla cobertura de 70% dos restaurantes ainda no primeiro trimestre de 2022

Burger King: marca registrou recorde de vendas digitais no terceiro trimestre de 2021, totalizando 231,4 milhões de reais (Eduardo Frazão/Exame)

Burger King: marca registrou recorde de vendas digitais no terceiro trimestre de 2021, totalizando 231,4 milhões de reais (Eduardo Frazão/Exame)

LP

Laura Pancini

Publicado em 26 de janeiro de 2022 às 10h00.

Última atualização em 27 de janeiro de 2022 às 09h46.

O Burger King quer estar presente em mais residências brasileiras. Para isso, é difícil confiar somente nos serviços de entrega tradicionais, como iFood, Rappi ou UberEats, que não chegam em todas as cidades com restaurantes da franquia. É por isso que a marca vem apostando em sua transformação tecnológica desde o início de 2021 e, agora, anuncia o lançamento oficial de sua própria plataforma de delivery.

O delivery é uma forma de levar nossa marca para diferentes residências, e não apenas a experiência nos restaurantes”, disse Ariel Grunkraut, Vice-Presidente de Vendas, Marketing e Tecnologia da Burger King Brasil, em entrevista à EXAME. “Além disso, entendemos que por meio de um hub logístico próprio conseguimos monitorar de perto nossas entregas.”

O hub é uma tecnologia nova e inédita no setor de fast-food, que permite a inclusão de diferentes fornecedores logísticos. No momento de solicitar um pedido, aquele que pode oferecer a entrega mais ágil e veloz é alocado e selecionado, melhorando a qualidade do serviço. 

Para a gestão das entregas via delivery próprio, o BK possui um hub logístico, que conta com três empresas parceiras e atualmente está presente em cerca de 45% dos restaurantes da rede em 100 cidades do Brasil. A expectativa é de estar presente em outras 40 cidades e em 70% dos restaurantes da rede no terceiro trimestre de 2022.

Além da própria plataforma de delivery, a rede de fast-food tem anunciado novos formatos de atendimento do balcão até as frentes digitais, como os totens de autoatendimento, aplicativo e pagamentos contactless. “Seguimos agindo para nos transformar junto com o cliente, que passou a procurar cada vez mais sinergia entre canais”, disse Grunkraut.

Nos canais digitais (delivery, totem e app), o Burger King registrou um recorde de vendas no terceiro trimestre de 2021, uma alta de 70% comparado ao mesmo período do ano anterior, totalizando 231,4 milhões de reais.

“Estamos capitaneando a revolução para foodtech no país”, reforça Alexandre Cezilla, Diretor de Vendas do Burger King do Brasil. “O início da nossa atuação com delivery próprio vai muito além de apresentar uma nova opção de compra para os nossos consumidores. Nós queremos oferecer preços ainda mais competitivos e as melhores experiências, desde o atendimento até a qualidade dos produtos, para que o BK siga como uma referência de atuação digital no setor de fast-food do Brasil”.

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