Melhores do ano: veja os filmes preferidos do Brasil em 2025 (Divulgação/Divulgação)
Repórter de Casual
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 06h28.
Há algo de empático no ato de assistir a um filme, pelo contato com uma história alheia, pelos olhos emprestados para ver outra realidade.
Em 2025, alguns dos filmes lançados no cinema e no streaming geraram momentos de empatia com o público por motivos diversos. Pela tensão política do Recife de 1977, no caso de O Agente Secreto; pela delicada relação de uma atriz norueguesa e seu pai, roteirista, para o lançamento de um filme, em Valor Sentimental; pela angústia do resgate de uma criança durante a guerra na Palestina, como mostrou A Voz de Hind Rajab.
Uma Batalha Após a Outra revela a força do espírito revolucionário. Hamnet: a Vida antes de Hamlet mostra a transformação do luto em arte. São produções que marcaram o ano — e até a própria história do cinema — e estão entre as 50 melhores dos últimos 12 meses no ranking realizado pela Casual EXAME.
Às vésperas da 98a edição do Oscar, cuja cerimônia ocorre em 15 de março, convidamos 124 especialistas, entre jornalistas dos principais veículos de imprensa do país (44,4%), criadores de conteúdo (15,9%) e críticos de cinema (39,7%), como Luiz Merten, Rodrigo Salem, Flávia Guerra e Roberto Sadovski, para votarem nos seus três filmes favoritos de 2025 — e que figuram entre as principais apostas da temporada de premiações deste ano.
Entre os 50 filmes escolhidos, 14 são brasileiros, oito são franceses e cinco são asiáticos, o que mostra a diversidade das produções nessa última temporada.
Da lista, 36 longas já estão disponíveis nas plataformas de streaming e 11 estão (ou estarão) em cartaz nos cinemas.
Confira a seguir as resenhas dos dez primeiros colocados e o ranking completo na sequência:
Wagner Moura e Tânia Maria em 'O Agente Secreto' (Vitrine Filmes/Divulgação)
É representativo (e poderoso) que o primeiro lugar deste ranking seja ocupado por um filme do Brasil. Ainda mais porque esse tem, do roteiro à cenografia, um DNA tão autenticamente brasileiro, sarcástico, nordestino e provocativo — ao melhor estilo das obras de Kleber Mendonça Filho.
Principal aposta do Brasil para o Oscar de 2026, o filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), um homem misterioso que tenta reconstruir a vida no Recife ao lado do filho e dos sogros. O público, de início, pouco sabe sobre o enredo da trama, quem é aquela pessoa e do que ela tanto foge. Mas a trajetória dela, assim como o entorno do que acontece naquela cidade, apresenta um retrato da maneira como as coisas eram conduzidas no Brasil em 1977.
O Agente Secreto estreou no Festival de Cannes de 2025. De lá para cá, além de quatro prêmios no evento, vem conquistando espaços inéditos nas principais premiações do cinema, como o Critics Choice Awards e o Globo de Ouro. A mira, agora, é o Oscar.
Para além de um roteiro sedutor, o longa traz um casting primoroso. Tânia Maria brilha nas cenas cômicas, Alice Carvalho imprime sua potência nordestina e Kaiony Venâncio protagoniza uma das melhores sequências de perseguição do cinema brasileiro moderno. São atuações coadjuvantes que engrandecem o trabalho de Wagner Moura como protagonista.
Tem destaque também a trilha sonora, com a presença de músicas de Zé Ramalho, Lula Cortês e o brega de Waldik Soriano, além da cenografia, que mostra um Recife suado, colorido, autêntico e “cheio de pirraça”, nas palavras de Mendonça.
Direção: Kleber Mendonça Filho | Elenco: Wagner Moura, Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone País: Brasil | Onde assistir: em cartaz nos cinemas
"Pecadores", com Michael B. Jordan (HBO/Divulgação)
Entre as principais surpresas de 2025 (e que deve aparecer forte nas principais premiações de cinema deste ano), esteve a chegada de um novo filme de vampiros em uma estética distinta, bem menos pálida do que quase todas as demais já feitas para as telonas. Ambientada em 1932, a trama de Pecadores gira em torno de três personagens principais: Fumaça e Fuligem (Michael B. Jordan), gangsteres e irmãos gêmeos que passaram anos trabalhando para a máfia de Chicago, e Samie (Miles Caton), primo dos dois, apaixonado pelo blues e pelo jazz, e dono de uma voz tão poderosa que é capaz de invocar até os demônios da Terra.
Quando os gêmeos retornam abonados de Chicago ao Delta do Mississipi, estado dominado pela segunda onda da Ku Klux Klan na época, compram uma serraria de Hogwood, um fazendeiro racista, para inaugurar um bar com música ao vivo voltado para a comunidade negra. Logo na primeira noite de euforia, no entanto, coisas sobrenaturais (e reais) perturbam a felicidade do público local e transformam a festa de inauguração em um show de horrores.
Embebido da “música do diabo”, como a música negra americana era chamada na época, o filme se apropria do horror e de arquétipos já reconhecidos do cinema para mergulhar fundo em um poético e potente roteiro original, que reflete sobre a estrutura e o impacto da discriminação racial nos Estados Unidos.
Direção: Ryan Coogler | Elenco: Michael B. Jordan, Hailee Steinfeld, Wunmi Mosaku | País: Estados Unidos | Onde assistir: HBO Max; Prime Video e Apple TV (aluguel)
Uma Batalha Após a Outra (Warner/Divulgação)
Os anos de filmografia de Paul Thomas Anderson permitem dizer que, quando o cineasta retoma o papel e a caneta para escrever, o cinema vira espetáculo. É essa a sensação que deixa Uma Batalha Após a Outra, a principal aposta americana para o Oscar de 2026.
Pontual com a agenda anti-imigração dos Estados Unidos, o longa foca a história de dois revolucionários: Perfidia Beverly Hills (Teyana Taylor), mulher negra e latina pronta para livrar o mundo da xenofobia, e Bob Ferguson (Leonardo DiCaprio), seu companheiro branco que entende de tecnologia e se envolve com a revolução, mas não leva muito jeito para a coisa. Um plano sai pela culatra e Perfidia abandona a família para se exilar no exterior, deixando Bob e a filha recém-nascida, Willa (Chase Infiniti), entregues ao destino dos refugiados na fronteira com os Estados Unidos. Quando ela completa 16 anos e ele já está oficialmente aposentado da vida revolucionária, Willa é sequestrada por um antigo inimigo da família e obriga Bob a voltar à ativa em um mundo não tão diferente assim.
Brutalmente atual, respaldada por fotografia, trilha sonora e elenco impecáveis, a produção de Paul Thomas Anderson transporta para o cinema desde a ansiedade geracional com as recentes mudanças nos Estados Unidos até o cansaço das burocracias das forças revolucionárias — e suas inevitavelmente impotentes investidas no cenário contemporâneo. É uma daquelas obras que mesclam humor, emoção e adrenalina o suficiente para fazer você terminar a sessão sentado na ponta da cadeira. E pode finalmente trazer o primeiro Oscar de Melhor Direção a Anderson.
Direção: Paul Thomas Anderson | Elenco: Leonardo DiCaprio, Sean Penn, Chase Infiniti, Benicio del Toro | País: Estados Unidos | Onde assistir: HBO Max e Prime Video (aluguel)
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Divulgação/Divulgação)
Você pode até conhecer a história de Hamlet, talvez o maior clássico da literatura inglesa, mas dificilmente o interpretou como Chloé Zhao na nova adaptação da obra para o cinema. Recém-chegado às salas de projeção, o mais novo filme da cineasta, uma das únicas mulheres a vencer um Oscar de Melhor Direção em quase um século, traz sua conhecida delicadeza para a tragédia de Shakespeare. Desta vez, pelo olhar da mulher do escritor, Agnes.
A trama, com base no romance de 2020 de Maggie O’Farrell, começa antes da ascensão de William Shakespeare (Paul Mescal). O palco é o interior do Reino Unido, no final do século 15, quando o dramaturgo conhece a futura mulher (Jessie Buckley) e celebra com ela o nascimento de seus dois filhos gêmeos, Hamnet e Judith. Uma tragédia atinge a família, e o luto faz nascer uma das maiores obras da literatura — que, aqui, é vivida por quem não a escreveu.
Na maior analogia shakespeariana, o filme abraça a dramaturgia dos grandes sentimentos na sutileza dos detalhes. A grandeza da história transparece nos olhares apaixonados entre Mescal e Buckley, que tem uma brilhante atuação no longa e é forte candidata ao Oscar de Melhor Atriz deste ano.
Direção: Chloé Zhao | Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal, Jacobi Jupe | País: Estados Unidos e Reino Unido | Onde assistir: em cartaz nos cinemas
Foi Apenas um Acidente: Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2025 (MUBI/Divulgação)
Se tem algo que Jafar Panahi, considerado o maior cineasta iraniano da contemporaneidade, reconhece, é que o humor é uma ferramenta poderosa — e peculiar — para fazer o outro enxergar a profundidade de realidades extremas com otimismo e empatia.
Esse é um dos aspectos soberanos em Foi Apenas um Acidente, vencedor da Palma de Ouro da 78a edição do Festival de Cinema de Cannes e uma das maiores apostas de 2026 para o Oscar de Melhor Filme Internacional, ao lado do brasileiro O Agente Secreto.
A trama acompanha um grupo de ex-prisioneiros iranianos que, por acaso do destino, encontram o homem que pode ter sido seu torturador na cadeia. Um deles, profundamente sentido com os horrores do regime, o sequestra. Em conjunto, eles precisam decidir o que fazer, matá-lo ou não.
A premissa sugere vingança, mas Panahi entrega o contrário: uma reflexão humanista, em que a dúvida, a empatia e o humor conduzem a narrativa. A história se desenrola entre situações cômicas, improváveis e diálogos intensos, até culminar em um dos melhores finais de filme do ano, que diz mais com o silêncio do que com o grito.
Preso pelo regime iraniano pela terceira vez em 2025, Panahi usou da própria experiência no cárcere para construir o roteiro. Foi Apenas um Acidente foi filmado de forma clandestina, com equipe reduzida e locações secretas, e é, por si só, um ato de resistência.
Direção: Jafar Panahi | Elenco: Vahid Mobasseri, Mariam Afshari, Ebrahim Azizi | País: Irã, França, Luxemburgo | Onde assistir: em cartaz nos cinemas
Faroeste à brasileira, que se passa no sertão de Goiás (Telecine/Divulgação)
Distante dos holofotes internacionais de O Agente Secreto e O Último Azul, a produção de Erico Rasi, Oeste Outra Vez, foi outro filme nacional a ganhar destaque entre a comunidade crítica no ano passado, especialmente após a vitória no 52o Festival de Cinema de Gramado.
Neste faroeste à brasileira, que se passa no sertão de Goiás, a história se desenvolve depois de Totó (Ângelo Antônio) ver a companheira amorosa trocá-lo por Durval (Babu Santana). Ambos homens absortos pela masculinidade primitiva, eles se envolvem em um conflito e acabam distantes da mulher pela qual tanto disputaram. Assim, incapazes de lidar com as próprias fragilidades e encharcados em tristeza e amargura, se voltam violentamente um contra o outro.
O tema é urgente: o potencial da masculinidade tóxica como ciclo autodestrutivo e a corrosão de uma sociedade pautada pelo machismo, para as mulheres e para os homens. O roteiro cresce na maneira como elas, aqui, passam longe de ser a ameaça aos personagens. O pior inimigo desses homens é o reflexo que eles mesmos evitam encarar no espelho.
Para além da temática, a produção destaca boas atuações de Santana e Antônio, e explora o estilo western com uma trilha sonora recheada de sucessos antigos do interior do Brasil. A cena final, desprovida da violência física, mas repleta do sentimento de asco, é um dos pontos mais emblemáticos do filme.
Direção: Erico Rassi | Elenco: Babu Santana, Ângelo Antônio, Rodger Rogério | País: Brasil | Onde assistir: Telecine, Globoplay, Prime Video (aluguel) e Apple TV (aluguel)
O longa faz um retrato profundo do impacto que as relações entre pais e filhos causam de geração a geração (Divulgação/Divulgação)
Existem filmes em que a potência da história pode se resumir à tragédia em si. E existem outros, mais discretos em seus potenciais dramáticos, que crescem na temática, invadem o coração do público e deságuam em um caminho de empatia. É o caso do mais novo projeto de Joaquim Trier.
Cineasta por trás de A Pior Pessoa do Mundo (2021), Trier sabe como abordar a complexidade das relações humanas. A história de Valor Sentimental, à primeira vista, pode não ser das mais atraentes. As irmãs Nora (Renate Reinsve) e Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas) passam a vida juntas e compartilham a dor de abandono do pai, Gustav (Stellan Skarsgård), um famoso (e excêntrico) roteirista que fez grande sucesso no passado, mas não lança nada igualmente bom há anos. Ele então oferece a Nora o papel principal em seu novo filme, e insiste que o escreveu para ela.
O longa faz um retrato profundo do impacto que as relações entre pais e filhos causam de geração a geração, e de quanto sentimentos antigos, ainda que não ditos, podem aproximar e fragmentar relacionamentos. Pelo uso da metalinguagem, em que há um filme dentro do filme, quanto mais o público entende o roteiro de Gustav, mais também ele se conecta ao personagem e à sua relação com Nora. Só que, distante de apenas apontar os agentes do conflito entre eles, o filme explora como o perdão pode ser algo relativo, e como algumas coisas fazem mais sentido nas ações, e não nas conversas.
Direção: Joachim Trier | Elenco: Renate Reinsve, Stellan Skarsgård, Elle Fanning | País: Noruega, França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Reino Unido | Onde assistir: em cartaz nos cinemas
Conclave, como o próprio nome já sugere, aborda o momento histórico da eleição de um novo papa (Prime Video/Divulgação)
Explorar o universo da Igreja Católica está longe de ser uma novidade para os cinemas. O Código da Vinci (2006) e Habemus Papam (2011) são exemplos dessa narrativa. Mas o roteirista Peter Straughan aceitou o desafio de fazer algo diferente — e assim, com base no ousado romance de Robert Harris, conseguiu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado no início do ano passado.
Conclave, como o próprio nome já sugere, aborda o momento histórico da eleição de um novo papa. No caso deste filme, a condução do conclave é a função do cardeal Lawrence (Ralph Fiennes), que reúne um grupo de sacerdotes para eleger o sucessor da Igreja Católica. Cercado por líderes do mundo todo nos corredores do Vaticano, ele descobre uma trilha de segredos profundos que podem abalar a própria fundação da Igreja, mas está longe de fornecer as respostas que o público tanto almeja.
O filme está entre aqueles nos quais as tramas dentro da trama durante a escolha do novo pontífice, entre interesses e artimanhas políticas, acabam sendo bem mais interessantes do que, de fato, saber quem assumirá o papado. Ganham destaque aqui a composição da cenografia com a fotografia simétrica do longa e as belíssimas interpretações de Fiennes, Stanley Tucci e Isabella Rossellini.
Direção: Edward Berger | Elenco: Ralph Fiennes, Stanley Tucci, John Lithgow | País: Reino Unido, Estados Unidos | Onde assistir: Prime Video, Apple TV (aluguel)
Cloud: Ryosuke Yoshii (Masaki Suda), um homem comum que se sustenta vendendo coisas diversas na internet (MUBI/Divulgação)
Ver um filme de Kiyoshi Kurosawa nos cinemas é sempre um ato carregado de expectativas. Espera-se algo grandioso (e tenebroso) deste que é o maior cineasta japonês. Em Cloud — Nuvem de Vingança, um suspense de horror, não é diferente. A trama acompanha Ryosuke Yoshii (Masaki Suda), um homem comum que se sustenta vendendo coisas diversas na internet, sem se importar muito com a procedência dos produtos. Pouco a pouco, no entanto, ele começa a entender que está atraindo o ressentimento das pessoas ao seu redor, de chefes a clientes, e embarca em uma paranoia. É difícil convencer o público se parte do que Yoshii vê e sente é real ou imaginário, dado que algumas das provas que aparecem no entorno do personagem parecem bastante contundentes. Até que, em dado momento, ele começa a ter de lutar pela própria vida. Por trás do drama do personagem está uma crítica aguda à ganância pessoal.
Direção: Kiyoshi Kurosawa | Elenco: Masakui Suda, Kotone Furukawa, Daiken Okudaira| País: Japão | Onde assistir: Mubi, Apple TV (aluguel), Prime Video (aluguel)
A Voz de Hind Rajab chegou com tudo às principais premiações do cinema e deve ser um dos destaques no Oscar de Melhor Filme Internacional em 2026 (Divulgação/Divulgação)
Este longa mostra como o cinema tem o potencial de criar empatia a partir da tragédia real da humanidade. E quanto a realidade, nesses casos, pode ser tão sofrida de ser vista. A Voz de Hind Rajab chegou com tudo às principais premiações do cinema e deve ser um dos destaques no Oscar de Melhor Filme Internacional em 2026. Recebeu 23 minutos ininterruptos de aplausos no 82o Festival de Cinema de Veneza, e saiu do evento com uma estatueta de Grande Prêmio do Júri. A trama mostra o desesperado trabalho dos Voluntários da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino, que permanecem ao telefone com uma menina de 6 anos que fica presa nos destroços de uma Gaza devastada pela guerra enquanto espera uma ambulância.
O filme mistura drama e aspectos documentais, com base na história real da menina, que foi morta com seus primos, tio e tia dentro de um carro, após serem alvejados por tiros das forças israelenses em 2024. Um retrato doloroso, ainda que muito realista, dos horrores de uma guerra ainda presente.
Direção: Kaouther Ben Hania | Elenco: Saja Kilani, Clara Khoury, Motaz Malhees | País: Tunísia, França | Onde assistir: em cartaz nos cinemas a partir de 29 de janeiro
|
FILME |
DIRETOR |
PAÍS |
ONDE ASSISTIR | |
|
1 |
O Agente Secreto |
Kleber Mendonça Filho |
Brasil |
Em cartaz nos cinemas |
|
2 |
Pecadores |
Ryan Coogler |
Estados Unidos |
HBO Max e Prime Video* |
|
3 |
Uma Batalha Após a Outra |
Paul Thomas Anderson |
Estados Unidos |
HBO Max, Apple TV*, Prime Video* |
|
4 |
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet |
Chloé Zhao |
EUA/Reino Unido |
Em cartaz nos cinemas |
|
5 |
Foi Apenas um Acidente |
Jafar Panahi |
Irã/França/Luxemburgo |
Em cartaz nos cinemas |
|
6 |
Oeste Outra Vez |
Erico Rassi |
Brasil |
Telecine, Globoplay, Prime Video*, Apple TV* |
|
7 |
Valor Sentimental |
Joachim Trier |
Noruega/Multi |
Em cartaz nos cinemas |
|
8 |
Conclave |
Edward Berger |
Reino Unido/EUA |
Prime Video, Apple TV* |
|
9 |
Cloud — Nuvem de Vingança |
Kiyoshi Kurosawa |
Japão |
Mubi, Prime Video*, Apple TV* |
|
10 |
A Voz de Hind Rajab |
Kaouther Ben Hania |
Tunísia/França |
Em cartaz a partir de 29 de janeiro |
|
11 |
Anora |
Sean Baker |
Estados Unidos |
Prime Video, Apple TV* |
|
12 |
Sirât |
Oliver Laxe |
Espanha |
Em cartaz nos cinemas |
|
13 |
The Mastermind |
Kelly Reichardt |
EUA/Reino Unido |
Mubi, Prime Video, Apple TV* |
|
14 |
O Último Azul |
Gabriel Mascaro |
Brasil |
Netflix a partir de 20 de janeiro |
|
15 |
A Meia-irmã Feia |
Emilie Blinchfeldt |
Noruega |
Mubi, Prime Video*, Apple TV* |
|
16 |
Misericórdia |
Alain Guiraudie |
França/Espanha |
Filmicca |
|
17 |
Desculpe, Baby |
Eva Victor |
Estados Unidos |
Em cartaz nos cinemas |
|
18 |
O Filho de Mil Homens |
Daniel Rezende |
Brasil |
Netflix |
|
19 |
Trilha Sonora para um Golpe de Estado |
Johan Grimonprez |
Bélgica/França |
Prime Video*, Apple TV* |
|
20 |
A Semente do Fruto Sagrado |
Mohammad Rasoulof |
Irã/Alemanha |
Telecine, Globoplay, Prime Video* |
|
21 |
Guerreiras do K-Pop |
Maggie Kang/C. Appelhans |
EUA/Coreia do Sul |
Netflix |
|
22 |
A Hora do Mal |
Zach Cregger |
Estados Unidos |
HBO Max, Prime Video*, Apple TV* |
|
23 |
Luta de Classes |
Spike Lee |
Estados Unidos |
Apple TV, Prime Video* |
|
24 |
Mirrors No. 3 |
Christian Petzold |
Alemanha |
Sem previsão no Brasil |
|
25 |
Superman |
James Gunn |
Estados Unidos |
HBO Max, Prime Video*, Apple TV* |
|
26 |
Homem com H |
Esmir Filho |
Brasil |
Netflix, Prime Video*, Apple TV* |
|
27 |
A Única Saída |
Park Chan-Wook |
Coreia do Sul |
Em cartaz nos cinemas |
|
28 |
Manas |
Marianna Brennand |
Brasil |
Globoplay, Telecine, Prime Video*, Apple TV* |
|
29 |
Marty Supreme |
Josh Safdie |
Estados Unidos |
Em cartaz nos cinemas |
|
30 |
Avatar: Fogo e Cinzas |
James Cameron |
Estados Unidos |
Em cartaz nos cinemas |
|
31 |
O Brutalista |
Brady Corbet |
EUA/Reino Unido |
Prime Video, Apple TV* |
|
32 |
A Verdadeira Dor |
Jesse Eisenberg |
EUA/Polônia |
Disney+ |
|
33 |
Better Man — A História de Robbie Williams |
Michael Gracey |
Reino Unido/Austrália |
Prime Video, Apple TV* |
|
34 |
F1: O Filme |
Joseph Kosinski |
Estados Unidos |
Apple TV, Prime Video* |
|
35 |
Nosferatu |
Robert Eggers |
Estados Unidos |
Prime Video, Apple TV* |
|
36 |
Garça-Azul |
Sophy Romvari |
Canadá/Hungria |
Sem previsão no Brasil |
|
37 |
Mambembe |
Fabio Meira |
Brasil |
Sem previsão no Brasil |
|
38 |
Vitória |
Andrucha Waddington |
Brasil |
Prime Video*, Globoplay |
|
39 |
Como Treinar seu Dragão |
Dean Deblois |
Estados Unidos |
Prime Video e Apple TV* |
|
40 |
A Sombra do meu Pai |
Akinola Davies Jr. |
Reino Unido/Nigéria |
Sem previsão no Brasil |
|
41 |
Os Enforcados |
Fernando Coimbra |
Brasil |
Globoplay, Telecine, Prime Video*, Apple TV* |
|
42 |
Flow |
Gints Zilbalodis |
Letônia/Bélgica |
Prime Video*, Filmelier, Apple TV* |
|
43 |
Sonhos de Trem |
Clint Bentley |
Estados Unidos |
Netflix |
|
44 |
Morra, Amor |
Lynne Ramsay |
Estados Unidos |
Mubi |
|
45 |
Frankenstein |
Guillermo Del Toro |
Estados Unidos |
Netflix |
|
46 |
Hedda |
Nia Dacosta |
Estados Unidos |
Prime Video |
|
47 |
Vermiglio |
Maura Delpero |
Itália/França |
Prime Video*, Apple TV*, Filmelier |
|
48 |
Sonhar com Leões |
Paolo Marinou-Blanco |
Portugal/Brasil |
Apple TV* |
|
49 |
Corra Que a Polícia Vem Aí |
Akiva Schaffer |
Estados Unidos |
Paramount+, Prime Video*, Apple TV* |
|
50 |
A Melhor Mãe do Mundo |
Anna Muylaert |
Brasil |
Netflix |
→ Para a criação do ranking, foram consideradas produções com lançamento no Brasil no ano de 2025, seja no cinema comercial (lançadas para as grandes redes, como Cinemark, Cinépolis e Kinoplex), seja no streaming ou em festivais abertos ao público, como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o Festival do Rio e o Festival de Cinema de Gramado.
→ Filmes com lançamento internacional em 2024, mas estreia comercial no Brasil em 2025, também foram incluídos no ranking, como foi o caso de Conclave, Anora e O Brutalista.
→ Com base na votação enviada pelo júri, a EXAME organizou um ranking com os 50 melhores filmes de 2025, seguindo este regime de pontuação: filmes escolhidos em 1o lugar valiam 3 pontos; em 2o lugar, 2 pontos; e o 3o lugar, 1 ponto. Em caso de empate, o resultado foi elencado pelas menções na primeira posição.
→ Boa parte dos longas escolhidos já está disponível em alguma plataforma de streaming, mas alguns deles ou estão em cartaz ou vão estrear nos cinemas somente em 2026.
→ O júri traz profissionais das cinco regiões brasileiras, sendo 68,3% do Sudeste; 18,3%, do Nordeste; 7,9% do Sul, 4,8%, do Norte; e 0,8%, do Centro-Oeste. Do total, 47,5% se identificam como mulheres.
Aline Diniz (EntreMigas), Aline Pereira (AdoroCinema), Alysson Oliveira (Cineweb), Amanda Brandão (criadora de conteúdo), Ana Duarte (Estação Nerd), Ana Paula Barbosa Martins (Narrativa Feminina), André Guerra (Diario de Pernambuco), André Zuliani (Omelete), Arthur Eloi (Podcast Não Apague a Luz), Arthur Gadelha (Jornal O POVO - CE), Bárbara Castro (IGN Brasil), Barbara Demerov (independente), Beatriz Lourenço (Claudia), Beatriz Saldanha (Revista Les Diaboliques), Brenda Jobim (criador de conteúdo), Bruna Nobrega (Omelete), Bruna Zordan (criador de conteúdo), Bruno Botelho dos Santos (AdoroCinema), Caio Coletti (Omelete), Caio Garritano (AdoroCinema), Caio Pimenta (Cine Set), Caio Sandin (criador de conteúdo), Camila Henriques (Feito por Elas), Carissa Vieira (independente), Carlos Rabello (criador de conteúdo), Carolina Azevedo (crítica de cinema), Cecilia Barroso (Cenas de Cinema), Cesar Soto (g1), Chico Fireman (Filmes do Chico), Diego Benevides Nogueira (crítico de cinema), Diego Quaglia (Peliplat Brasil), Diego Souza Carlos (AdoroCinema), Diogo Cunha (Fan Influencia), Elaine Guerini (Valor Econômico), Enoe Lopes Pontes (Coisa de Cinéfilo), Everaldo Júnior (Moderno Veneza Cinema & Cultura), Fabiana Lima (Cinemafilia), Federico Devito (criador de conteúdo), Fernanda Ezabella (independente), Fernanda Talarico (UOL), Flavia Guerra (Plano Geral/UOL), Gabriel Avila (independente), Gabriela Orsini (Legião dos Heróis), Guilherme Jacobs (Omelete), Gustavo Girotto (criador de conteúdo), Helio Flores (Cinema em Cena), Isabel Wittmann (Feito por Elas), Isabella Faria (crítico de cinema), Ismaelino Pinto (Jornal OLiberal), Izabella Arouca (Hugo Gloss), Jansen Lucas (Jornal O POVO), Jean Werneck (crítico de cinema), João Gabriel Tréz (Diário do Nordeste), João Jedi (Omelete), Júlia Del Bel (EntreMigas), Julia Queiroz (Estadão), Júlia Storch (EXAME), Juliana Melguiso (gshow), Kainan Medeiros (TeamComics), Karen Meira de Almeida (Meleka Pop), Katiúscia Vianna (AdoroCinema), Laysa Zanetti (independente), Liliana Bernartt (independente), Lorenna Montenegro (Kinemacriticas), Luan Carlos de souza Ribeiro (ArteCult.com), Lucas Berretta (IGN Brasil), Lucas Salgado (O Globo), Luiz Merten (independente), Luiza Missi (UOL), Luiza Vilela (EXAME), Marcelo Forlani (Omelete), Marcelo Hessel (Omelete), Marcelo Miranda (independente), Marcelo Müller (Kinorama), Marco Antonio Moreira (Jornal O Liberal), Maria Fernanda Cordo (independente), Maria do Rosário Caetano (Revista de Cinema), Maria Eduarda Cury (IGN Brasil), Maria Luzia Miranda Álvares (independente), Mariane Morisawa (independente), Marina Toledo (CNN Brasil), Matheus Bianezzi (IGN Brasil), Matheus Machado (Matinê Cine&TV), Matheus Mans (Estadão e Esquina da Cultura), Matheus Pannebecker (Cinema e Argumento), Miro Malacrida (Instacinefilos), Natália Bocanera (Coletivo Crítico), Natália Bridi (EntreMigas), Natália Kreuser (criadora de conteúdo), Natália Viana (Moderno Veneza), Pablo Villaça (Cinema em Cena), Pâmela Eurídice (Cine Set), Paola Piola (AdoroCinema), Paula Jacob (independente), Paulo Ernesto (criador de conteúdo), Pedro Borges (Good Nerd), Pedro Cardote (independente), Pedro Henrique Ribeiro (Omelete), Pedro Sobreiro (CinePOP), Pedro Strazza (crítico de cinema), Philippe Augusto (criador de conteúdo), Rafa Sales Ross (crítico de cinema), Raissa Ferreira (Feito por Elas), Raquel Carneiro (Veja), Raul Arthuso (A Conversação/ Podcast Cinema de Rua), Renata Boldrini (Telecine), Renato Félix (Jornal A União), Renato Marafon (CinePOP), Roberto Sadovski (UOL), Robledo Milani (Papo de Cinema), Rodrigo Salem (Folha de S. Paulo/independente), Samara Barboza (IGN Brasil), Sérgio Alpendre (Folha de S.Paulo/Casa Alpendre), Simone Zuccolotto (Canal Brasil), Stephanie Espindola (Emerald Corp), Suzana Vidigal (Cine Garimpo), Tati Regis (Meu Filme Dia/Coluna da Filmicca no Letterboxd), Thiago Romariz (Omelete), Thiago Stivaletti (F5 — Folha Online/independente), Tiago Belotti (Meus 2 Centavos), Tiago Pechini (Folhateen/independente), Victor Russo (16mm), Well Prada (Cine Brasa), Yuri Codogno (Portal Exibidor).