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IA reduz custo de começar um negócio, diz líder da Endeavor Brasil

Para Maria Teresa Fornea, líder da Endeavor Brasil, a IA nivela a eficiência e desloca o humano para decisões e novas formas de gerar valor

Maria Teresa Fornea, da Endeavor: máquinas processam o que já existe; humanos pensam em inovação (South Summit Brazil/Divulgação)

Maria Teresa Fornea, da Endeavor: máquinas processam o que já existe; humanos pensam em inovação (South Summit Brazil/Divulgação)

Leo Branco
Leo Branco

Editor de Negócios e Carreira

Publicado em 23 de abril de 2026 às 06h00.

Última atualização em 23 de abril de 2026 às 10h38.

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A IA entrou na rotina das empresas de um jeito que muda o trabalho básico. Para Maria Teresa Fornea, líder da Endeavor Brasil, esse movimento é comparável à transição do cavalo para o carro, no início do século 20, quando a forma de produzir e se deslocar mudou por completo.

Há seis meses à frente da Endeavor, organização global de apoio a empreendedores, ela observa essa virada a partir de quem está construindo negócios.

Na prática, a mudança já aparece no dia a dia. Segundo ela, empresas globais passaram a usar agentes de IA para organizar informação, cruzar dados e até participar de reuniões.

Custo de começar um negócio caiu

Com isso, tarefas operacionais deixam de ser o centro do trabalho. “A eficiência já está dada”, diz. Ou seja, a tecnologia tende a nivelar o básico. O espaço que sobra passa a ser outro. O papel das pessoas muda de executar para organizar decisões, fluxos e prioridades.

A leitura vem de alguém que já passou por diferentes posições no setor. Antes da Endeavor, ela fundou a Bcredi, fintech de crédito imobiliário vendida para a Creditas. Para ela, a IA muda também a lógica de criação de valor.

Se o processamento fica com a máquina, cabe ao humano entender “o que se cria a mais”. É nesse ponto que entram decisões de produto, estratégia e direção do negócio. Ao mesmo tempo, o custo de começar caiu.

Ferramentas de IA permitem montar operações mais rápido e com menos gente, mudando assim a lógica de financiamento. “Startups não precisam mais captar um monte de dinheiro já de cara”, diz.

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