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Eleições municipais na França trazem sinais sobre sucessão de Macron

País terá eleições presidenciais em 2027, e disputa local teve vitória de nomes mais centristas

Prefeito eleito de Paris, Emmanuel Grégoire: vitória de socialista  na capital embaralha futuro político (Julien de Rosa/AFP/Getty Images)

Prefeito eleito de Paris, Emmanuel Grégoire: vitória de socialista na capital embaralha futuro político (Julien de Rosa/AFP/Getty Images)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 23 de abril de 2026 às 06h00.

Última atualização em 23 de abril de 2026 às 11h02.

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Emmanuel Macron está em seu último ano como líder da França, e a disputa por sua sucessão é bastante incerta. O país terá eleições nacionais em abril de 2027, e a votação para as prefeituras trazem indicadores de como anda a preferência dos franceses.

No pleito, em março, houve destaque para a vitória de Édouard Philippe, reeleito prefeito de Le Havre. Ex-aliado de Macron, ele é o principal nome de centro e aposta em reunir partidos contra nomes mais radicais, como Jordan Bardella, que lidera as pesquisas, com cerca de 40%. Philippe vem em segundo, com 20%.

“Se ele perdesse as eleições locais, todo mundo diria que a candidatura presidencial dele ficaria prejudicada. Mas ele ganhou e surpreendeu”, diz Thomas Zicmann de Barros, professor de ciência política na Sciences Po, de Paris. 

A direita teve derrotas importantes para a esquerda em Marselha e Paris. Ao mesmo tempo, o partido de esquerda radical LFI, do presidenciável Jean-Luc Mélenchon, que disputa o terceiro lugar nas pesquisas, também saiu enfraquecido, especialmente porque Emmanuel Grégoire, do Partido Socialista, se elegeu em Paris sem se aliar com o grupo.

“Existe 20% a 30% do eleitorado da França que é de esquerda, mas vemos a ala muito fragmentada. Eles estão numa briga fratricida, e os resultados eleitorais refletem isso”, diz Barros.

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