Vendas e alugueis em alta impulsionam setor imobiliário de Curitiba

Mercado aquecido e forte demanda pós-pandemia
 (Julia Jabur/Exame)
(Julia Jabur/Exame)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 13/10/2022 às 06:00.

Última atualização em 13/10/2022 às 10:38.

O mercado imobiliário segue aquecido em Curitiba, capital onde os valores dos imóveis mais subiram desde 2018, segundo dados do FipeZap+. O preço das vendas cresceu 46% no período, mas foi nos 12 meses findos em agosto deste ano que houve a maior alta, de 16%. “O setor já estava aquecido em Curitiba. Mas a pandemia trouxe um aumento de demanda inesperado, após um primeiro momento de cautela”, diz Luciano Tomazini, presidente do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário (Inpespar) e vice-presidente de economia e estatística do Sindicato da Habitação do Estado do Paraná (­Secovi-PR).

As vendas de imóveis na capital do Paraná saltaram 5,6% em 2021, ano de maior expansão desde 2013. Neste ano, a alta se mantém acima de 5%, segundo o presidente do Secovi.

Tomazini diz que as vendas têm sido retroalimentadas pelo mercado de locação, que, segundo ele, segue em ritmo “alucinado”. “No início da pandemia, os imóveis estavam demorando quatro meses, em média, para ser alugados. Hoje, demoram um mês. Isso aumenta o interesse do investidor em comprar imóveis para alugar.” A consequência da maior demanda são preços mais elevados. De acordo com o FipeZap+, os aluguéis de Curitiba ficaram 23,8% mais caros nos 12 meses até agosto. O salto foi de 72% desde 2018.

“Esse fenômeno está relacionado à retomada econômica do pós-pandemia e à volta de aulas e de eventos presenciais. Isso refletiu no mercado de locação. Há um movimento grande de aluguéis próximos a universidades, uma das características do nosso mercado”, afirma Leonardo Baggio, vice-presidente do Inpespar.

(Arte/Exame)

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