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Qual foi a escola de samba que homenageou Lula no Carnaval 2026?

Escola do Rio de Janeiro levou à Sapucaí enredo sobre trajetória de Lula e gerou questionamentos políticos e jurídicos

Acadêmicos de Niterói: samba-enredo levou o título 'Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil' (Pablo PORCIUNCULA / AFP /Getty Images)

Acadêmicos de Niterói: samba-enredo levou o título 'Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil' (Pablo PORCIUNCULA / AFP /Getty Images)

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 13h12.

O desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval 2026 foi além do espetáculo na Marquês de Sapucaí. A homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou a escola no centro de um debate político e jurídico — e terminou com o rebaixamento da agremiação.

Na apuração de quarta-feira, 18, a Acadêmicos de Niterói somou 264,6 pontos e ficou na última colocação do Grupo Especial, 2,8 pontos atrás da Mocidade, 11ª colocada.

Qual foi o enredo da Acadêmicos de Niterói

O samba-enredo levou o título “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

Na avenida, a escola abordou a trajetória do petista, da infância no sertão à chegada ao Planalto. A apresentação incluiu críticas indiretas a adversários políticos.

Durante ensaio técnico na Sapucaí, telões exibiram imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidiário, enquanto bailarinos encenavam a jornada operária de Lula até a presidência.

Reação da oposição e ações na Justiça

Após o desfile, o partido Novo e o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciaram que acionariam a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Lula.

“A ligação institucional entre a direção da escola e o Partido dos Trabalhadores é um elemento objetivo que precisa ser considerado. Quando o dirigente máximo da agremiação é vereador pelo mesmo partido do homenageado, a linha entre manifestação cultural e promoção política se torna extremamente tênue”, afirmou o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).

Na petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Novo argumentou que o desfile ultrapassou os limites de manifestação cultural e configura propaganda eleitoral antecipada.

“O caso representa um precedente inédito, ao envolver a instrumentalização de uma das maiores manifestações culturais do país como plataforma de promoção político-eleitoral em ano de eleição presidencial”, disse Eduardo Ribeiro, presidente do Novo.

A escola de samba recebeu R$ 1 milhão, parte de um total de R$ 12 milhões repassados pela Embratur à Liesa, a liga das escolas do Grupo Especial. Todas as escolas receberam cariocas receberam o valor.

Os recursos são justificados como apoio à promoção internacional da cultura brasileira. Além dos recursos da Embratur, a Acadêmicos de Niterói deve receber R$ 4,4 milhões da Prefeitura de Niterói, comandada por Rodrigo Neves (PDT), aliado do PT.

Decisão do TSE

Antes do desfile, o plenário do TSE rejeitou, por unanimidade, pedidos para impedir a apresentação.

“Eventual ilícito, mesmo sob os contornos de abuso eleitoral, deve ser apurado posteriormente, de acordo com a legislação. Não se verifica, neste momento, elemento concreto de campanha eleitoral antecipada, nem circunstância que permita afirmar, de forma segura, a ocorrência de irregularidade”, afirmou a ministra Estela Aranha.

A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, afirmou: “Não parece ser um cenário de areias claras de uma praia, parece mais areia movediça. Quem entra, entra sabendo que pode afundar”.

Mesmo que a decisão tenha atingido o indeferimento da liminar, Carmen Lúcia esclarece que o processo continua, tanto que o Ministério Público já foi citado para se manifestar.

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