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Quadrinista Scott Adams morre aos 68 anos

Criador do personagem Dilbert, Adams já havia sido diagnosticado com câncer no ano passado

Gilbert: quadrinista criador do personagem, Scott Adams morreu nesta terça-feira (Lea Suzuki/The San Francisco Chronicle via Getty/Getty Images)

Gilbert: quadrinista criador do personagem, Scott Adams morreu nesta terça-feira (Lea Suzuki/The San Francisco Chronicle via Getty/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 13h52.

O quadrinista norte-americano Scott Adams, criador da tira cômica “Dilbert”, morreu aos 68 anos após enfrentar um câncer de próstata metastático.

A informação foi divulgada na terça-feira, 13, por integrantes da Scott Adams School (antiga Coffee With Scott Adams), comunidade ligada ao autor, segundo a Variety.

Adams havia tornado público o diagnóstico em maio do ano passado, ao comentar que sofria da mesma doença anunciada pelo então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Tenho o mesmo câncer que Joe Biden tem. Também tenho câncer de próstata que se espalhou para os ossos”, afirmou na ocasião. Na mesma fala, o cartunista reconheceu a gravidade do quadro: “Se você está se perguntando se vou melhorar, a resposta é não, só vai piorar. Há apenas uma direção para onde isso vai agora”.

Quem foi Scott Adams?

Nascido em 1957, em Windham, no estado de Nova York, Adams começou a desenhar ainda na infância, aos seis anos, inspirado pelas tiras de “Peanuts”.

Formou-se em economia pela Hartwick College em 1979 e, no mesmo ano, mudou-se para a Califórnia, onde trabalhou em diferentes cargos corporativos, como programador de computador, analista de orçamento e caixa bancário.

Em 1986, concluiu um MBA na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e passou a trabalhar na Pacific Bell — ambiente que serviria de base para a criação de “Dilbert”.

A tirinha foi lançada enquanto Adams ainda era funcionário da empresa, em parceria com a United Media, e teve o nome sugerido por um ex-chefe do autor. Muitos dos personagens nasceram da observação direta de colegas de trabalho.

Em 1994, “Dilbert” já era publicada em mais de 400 jornais. No ano seguinte, Adams deixou a Pacific Bell para se dedicar integralmente aos quadrinhos e, em 1996, lançou seu primeiro livro, “The Dilbert Principle”. Em 1997, recebeu o Reuben Award, principal prêmio da National Cartoonists Society, como melhor cartunista e melhor tira de jornal.

O sucesso levou “Dilbert” à televisão em 1999. A animação teve duas temporadas exibidas pela UPN, com Adams como produtor executivo e showrunner, e recebeu uma indicação ao Emmy no mesmo ano. Além dos quadrinhos, o autor também publicou livros sobre outros temas, incluindo teologia, como “The Religion War”.

Na vida pessoal, Scott Adams foi casado com Shelly Miles entre 2006 e 2014, com quem manteve amizade após o divórcio. Ele também foi padrasto de dois filhos, Savannah e Justin — este último morreu em 2018, vítima de overdose de fentanil. Em 2019, Adams anunciou o noivado com Kristina Basham; o casal se casou em julho de 2020 e se divorciou em março de 2022.

Controvérsias envolvendo racismo

Nos últimos anos, Adams passou a ser alvo de controvérsias. Em fevereiro de 2023, “Dilbert” foi retirado de jornais e teve o contrato de sindicância encerrado após declarações racistas feitas pelo autor em seu programa online Real Coffee with Scott Adams.

“Com base na forma como as coisas estão caminhando atualmente, o melhor conselho que eu daria às pessoas brancas é que fiquem bem longe das pessoas negras. Simplesmente se afastem completamente”, disse Adams no programa do YouTube.

“Para onde quer que tenham de ir, apenas se afastem. Porque não há como consertar isso. Isso não pode ser consertado. Então, não acho que faça qualquer sentido, como cidadão branco dos Estados Unidos, tentar ajudar cidadãos negros", afirmou. "Isso não faz sentido. Já não existe mais um impulso racional. Por isso, vou recuar em tentar ser útil à população negra americana, porque não parece que isso traga algum retorno.”

Em comunicado à Variety na época, a Andrews McMeel Universal afirmou estar “encerrando nosso relacionamento” com Adams e destacou: “Como empresa de mídia e comunicação, valorizamos a liberdade de expressão, mas nunca apoiaremos comentários enraizados em discriminação ou ódio”, disseram Hugh Andrews e Andy Sareyan, respectivamente chairman e CEO da companhia.

Na ocasião, Adams reagiu nas redes sociais afirmando: “Meu parceiro de sindicância me cancelou” e dizendo que “‘Dilbert’ foi cancelado de todos os jornais, sites, calendários e livros”.

Após o rompimento, ele relançou a tira como “Dilbert Reborn” em uma plataforma por assinatura, em março de 2023.

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