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Desemprego na Argentina sobe para 7,5% e informalidade avança no 4º trimestre de 2025

Na comparação anual, a taxa de desemprego subiu 1,1 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2024

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 18 de março de 2026 às 21h01.

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A Argentina registrou aumento na taxa de desemprego no quarto trimestre de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta quarta-feira, 18.

O desemprego atingiu 7,5% no quarto trimestre de 2025, alta de 0,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. No mesmo período, a taxa de informalidade chegou a 43% da população ocupada.

Na comparação anual, a taxa de desemprego subiu 1,1 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2024. O resultado ocorre em um contexto de estagnação econômica, com retração de 0,5% do Produto Interno Bruto, no último trimestre de 2025 frente ao trimestre anterior, segundo estimativas do setor privado.

De acordo com o levantamento, entre outubro e dezembro de 2025, havia 1.093.000 pessoas desocupadas no país, número 156 mil superior ao registrado no terceiro trimestre do mesmo ano. A pesquisa considera as 31 principais áreas urbanas, que concentram cerca de 30 milhões de habitantes, em um universo populacional de aproximadamente 46,4 milhões.

O número de desempregados chegou a 1,093 milhão no quarto trimestre, refletindo aumento em relação ao período anterior. No mesmo intervalo, a proporção de trabalhadores que buscavam uma segunda ocupação foi de 16,5%, avanço de 0,4 ponto percentual frente ao trimestre anterior e recuo de 0,1 ponto percentual na comparação anual. Em termos absolutos, 2,4 milhões de pessoas ocupadas procuravam outra fonte de renda.

O relatório também aponta que 5,8 milhões de pessoas atuavam na informalidade entre outubro e dezembro de 2025. A taxa de 43% representa queda de 0,3 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre, mas avanço de um ponto percentual frente ao mesmo período de 2024.

Os dados históricos indicam que o país já registrou níveis mais elevados de desemprego. O pico foi de 24,1% no segundo trimestre de 2002, durante uma crise econômica, política e social no país.

*Com informações da Agência EFE.

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