Spotify: audiolivros mais ouvidos refletem expansão do consumo de áudio (Montagem com elementos Canva)
Repórter
Publicado em 23 de abril de 2026 às 13h37.
O Spotify divulgou a lista dos audiolivros mais ouvidos de sua história no plano Premium, reforçando a aposta da empresa no formato como nova frente de crescimento.
O ranking é liderado por Corte de Espinhos e Rosas, da escritora Sarah J. Maas, seguido por títulos de fantasia, romance e não ficção.
A lista combina clássicos como O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel com sucessos recentes impulsionados por redes sociais e plataformas digitais, como Quarta Asa.
A lista evidencia o domínio da ficção contemporânea, especialmente fantasia e romance, além da força de títulos que viralizaram em comunidades digitais como o BookTok. Autoras como Sarah J. Maas aparecem com múltiplos títulos no ranking, indicando consumo em série — comportamento semelhante ao observado em plataformas de streaming de vídeo.
Ao mesmo tempo, obras de não ficção e memórias — como Estou Feliz Que Minha Mãe Morreu e A Mulher em Mim — mostram que o formato também se beneficia da narrativa em primeira pessoa, muitas vezes narrada pelos próprios autores.
O avanço dos audiolivros acompanha a expansão do mercado global de áudio. Estimativas colocam o setor em cerca de US$ 8,7 bilhões em 2024, com projeções que superam US$ 30 bilhões até o fim da década, impulsionadas pelo consumo via smartphone e pelo crescimento do streaming.
O Spotify posiciona os audiolivros como terceira frente de negócio, ao lado de música e podcasts. Desde 2023, a empresa passou a incluir títulos no plano Premium, com limite de horas mensais e catálogo que já supera centenas de milhares de obras em inglês.
Dados recentes indicam crescimento superior a 30% no número de ouvintes e nas horas consumidas, com forte adesão de usuários mais jovens, um público que já consumia música e podcasts dentro da mesma plataforma.
A expansão do formato está diretamente ligada ao comportamento do usuário. Audiolivros são consumidos durante deslocamentos, atividades físicas ou tarefas domésticas, transformando tempo ocioso em tempo de consumo.