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Morre o baluarte Noca da Portela, grande nome do samba e da escola

Ao longo de sua história, Noca da Portela venceu por sete vezes a competição de samba-enredo com suas composições, e se tornou um dos baluartes mais amados pela ‘Majestade do Samba’ azul e branco

Noca da Portela: “Noca da Portela deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade", diz Portela (Instagram/Arquivo Pessoal)

Noca da Portela: “Noca da Portela deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade", diz Portela (Instagram/Arquivo Pessoal)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 17 de maio de 2026 às 19h55.

Osvaldo Alves Pereira, conhecido pelo nome artístico Noca da Portela, morreu neste domingo, 17, aos 94 anos de idade. O compositor estava hospitalizado há pelo menos duas semanas, segundo a família.

O amor pela escola carioca com a qual se consagrou era tão grande, que virou seu nome. Ao longo de sua história, Noca da Portela venceu por sete vezes a competição de samba-enredo com suas composições, e se tornou um dos baluartes mais amados pela ‘Majestade do Samba’ azul e branco.

O artista nasceu na cidade de Leopoldina, em Minas Gerais. Aos 15 anos de idade, já em São Cristóvão, Noca começou a compor na Escola de Samba Unidos do Catete, de onde veio sua primeira nota dez com o samba-enredo "O grito do Ipiranga".

Sua ligação com a Portela veio mais tarde, em 1967, a convite de Paulinho da Viola.

Nas redes sociais, o Grêmio Recreativo Escola de Samba (G.R.E.S.) Portela lamentou com pesar a partida do baluarte. “um dos grandes nomes da nossa história”, diz um trecho da postagem.

A agremiação relembrou a passagem do compositor no Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo. Também destacou a composição “Portela Querida”, defendida por Elza Soares, e o samba-enredo “O Homem de Pacoval”, de 1976.

Entre outros sambas vitoriosos estão “Recordar é viver”, de 1985, “Gosto que me enrosco”, de 1995, “Os olhos da noite”, de 1998, e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015.

“Noca construiu uma obra com centenas de sambas e se tornou uma das personalidades mais respeitadas do Carnaval carioca”, afirmou a escola nas redes sociais.

Por fim, a declaração encerra com uma homenagem: “Noca da Portela deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade.”

Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório.

Confira a nota completa da Portela:

O G.R.E.S. Portela lamenta, com profundo pesar, o falecimento do cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela, um dos grandes nomes da nossa história.

Osvaldo Alves Pereira, o Noca, chegou à Portela levado por Paulinho da Viola, na década de 1960. Integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como “Portela Querida”, defendida por Elza Soares, e no samba-enredo “O Homem de Pacoval”, de 1976.

Noca venceu sete vezes a disputa de samba-enredo na Majestade do Samba, marca que o coloca como um dos maiores vencedores da história da agremiação. Entre seus sambas vitoriosos estão “Recordar é viver”, de 1985, “Gosto que me enrosco”, de 1995, “Os olhos da noite”, de 1998, e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015.

Integrante da Velha Guarda Show da Portela, Noca construiu uma obra com centenas de sambas e se tornou uma das personalidades mais respeitadas do Carnaval carioca.

Neste momento de dor, a Portela se solidariza com familiares, amigos, parceiros de composição, admiradores e toda a comunidade do samba.

Noca da Portela deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade.

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