OMS: “emergência de saúde pública de importância internacional” (Baz Ratner/Reuters)
Publicado em 17 de maio de 2026 às 17h21.
Última atualização em 17 de maio de 2026 às 17h22.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou, neste domingo, 17, cerca de 18 toneladas de equipamentos e insumos médicos à República Democrática do Congo para reforçar a resposta ao surto de ebola na província de Ituri, no leste do país.
Em comunicado, a entidade informou que o carregamento partiu de centros de emergência localizados em Dakar, no Senegal, e em Nairobi, no Quênia, com destino a Bunia, capital da província afetada.
Os materiais serão destinados às equipes que atuam diretamente nas regiões afetadas pelo vírus. Segundo os dados mais recentes, o surto já soma ao menos 88 mortes e 336 casos suspeitos no leste congolês e em áreas próximas da fronteira com Uganda.
A operação logística conta com apoio da missão de paz da ONU na República Democrática do Congo (Monusco). De acordo com o diretor regional da OMS para a África, Mohamed Janabi, parte dos suprimentos seguirá por transporte aéreo antes de ser levada por terra até Ituri.
“Estamos intensificando o apoio à República Democrática do Congo à medida que se amplia a resposta ao surto de ebola. Agradecemos o acordo com a Monusco para proporcionar um apoio vital de transporte aéreo e acesso rodoviário que facilite a resposta”, declarou Janabi.
Entre os itens enviados estão kits de diagnóstico, equipamentos de proteção individual, materiais para coleta de amostras, além de tendas e camas hospitalares.
No sábado, a OMS classificou o avanço do novo surto como uma “emergência de saúde pública de importância internacional”. O atual episódio é provocado pela cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina.
Na avaliação da agência, a situação exige cooperação internacional para monitorar a disseminação do vírus, coordenar ações de prevenção e vigilância e ampliar as operações de resposta e controle.
O episódio anterior de ebola na República Democrática do Congo havia sido registrado no final de 2025 na província de Kasai, na região central do país. Desde a descoberta do vírus, em 1976, este é o décimo sexto surto identificado no território congolês.
Segundo a OMS, o ebola é transmitido por fluidos corporais e pode causar febre alta, hemorragias severas e intensa fraqueza. A taxa de mortalidade da doença varia entre 60% e 80%.