China e EUA: ambos os países adotarão uma série de medidas, incluindo a redução mútua de tarifas sobre diversos produtos (Brendan Smialowski/AFP)
Redação Exame
Publicado em 17 de maio de 2026 às 19h54.
Última atualização em 18 de maio de 2026 às 06h37.
Até 2028, a China deverá comprar ao menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos anualmente, segundo informou a Casa Branca em um documento sobre a visita do presidente Donald Trump à China.
Trump passou dois dias no país asiático, onde participou de uma série de reuniões e negociações comerciais. A cúpula começou na última quarta-feira, 13.
No final da agenda, o Ministério do Comércio da China divulgou um próprio comunicado sobre a reunião, afirmando que ambos os países adotarão uma série de medidas, incluindo a redução mútua de tarifas sobre diversos produtos.
Na sexta-feira, 15, Trump deu uma declaração a jornalistas de que não discutiu tarifas com o presidente chinês, Xi Jinping. “Eles estão pagando tarifas substanciais, mas não discutimos isso”, disse a bordo do Air Force One.
Esta foi a primeira vez que um presidente dos EUA visita à China em quase uma década. A última vez em que isso ocorreu foi com o próprio Trump, em 2017.
Segundo a Casa Branca, os US$ 17 bilhões anuais em compras chinesas de produtos agrícolas se somam aos compromissos de compra de soja assumidos no outono de 2025.
Após a cúpula, a China renovou os registros expirados de mais de 400 instalações frigoríficas, restabelecendo a venda de carne bovina americana no mercado chinês.
Reguladores americanos e chineses deverão trabalhar para restabelecer, também, as importações de carnes de aves dos Estados Unidos.
“[Os dois países] podem encontrar soluções para os problemas por meio do diálogo e da cooperação”, afirmou o Ministério do Comércio da China no sábado.
No mesmo dia, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que os dois países discutiram a criação de um “Conselho de Comércio” que reduziria tarifas sobre pelo menos US$ 30 bilhões em produtos não essenciais.
O documento divulgado pela Casa Branca destaca, ainda, que a China aprovou uma compra inicial de 200 aeronaves Boeing fabricadas nos EUA para companhias aéreas chinesas. Este é o primeiro compromisso de Pequim de adquirir aviões da empresa produzidos em solo americano desde 2017.
Por fim, o comunicado menciona que o governo de Xi Jinping tratará das preocupações dos EUA sobre gargalos nas cadeias de suprimentos relacionados a terras raras e outros minerais críticos, incluindo ítrio, escândio, neodímio e índio.