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Marido de Marilyn Monroe diz que temia 'fim catastrófico' para atriz

Conversas gravadas ao longo de quase 30 anos revelam reflexões inéditas do dramaturgo sobre a atriz

Arthur Miller: Dramaturgo descreve a fragilidade emocional da atriz e relembra episódios traumáticos do casamento (Reprodução)

Arthur Miller: Dramaturgo descreve a fragilidade emocional da atriz e relembra episódios traumáticos do casamento (Reprodução)

Publicado em 10 de maio de 2026 às 06h31.

Gravações recém-descobertas e divulgadas nesta semana mostram o dramaturgo Arthur Miller contando detalhes, até então inéditos, sobre seu relacionamento com Marilyn Monroe. Os áudios, registrados ao longo de quase três décadas em conversas com o biógrafo Christopher Bigsby, trazem relatos íntimos sobre o casamento turbulento entre os dois ícones do século 20.

Comportamentos da Monroe dificultaram a relação

Segundo Miller, Monroe buscava em um parceiro uma combinação impossível de funções. O escritor afirmou que a atriz queria alguém que fosse “pai, amante, amigo e agente” ao mesmo tempo, além de alguém que nunca a criticasse. Para ele, a falta de estabilidade emocional da estrela acabou tornando a convivência cada vez mais difícil.

Nos áudios, o autor de "A Morte de um Caixeiro-Viajante" também descreve Monroe como uma pessoa constantemente cercada por sofrimento psicológico. Miller afirmou que sentia que a atriz carregava “a morte no ombro” e relembrou um episódio em que precisou chamar médicos após ela ingerir uma quantidade de drogas que poderia ser fatal.

União durou quatro anos

O casamento começou em 1956 após um relacionamento extraconjugal iniciado no ano anterior. A união, porém, se deteriorou rapidamente durante as filmagens de "O Príncipe Encantado" e, depois, de "Os Desajustados", longa escrito por Miller especialmente para Marilyn. O escritor, que morreu em 2005, admitiu que percebeu poucos meses depois do casamento que não estava preparado para lidar com a intensidade da relação.

Áudios também contaram com elogios

Apesar das declarações duras, Miller também descreveu Monroe como inteligente, engraçada e extremamente generosa. Segundo ele, a atriz tinha grande sensibilidade, mas era consumida por inseguranças, paranoia e dependência química, fatores que acabaram afetando sua carreira e sua vida pessoal.

As gravações fazem parte do livro "The Arthur Miller Tapes: A Life in His Own Words", organizado por Bigsby. Além do relacionamento com Marilyn Monroe, o material também aborda temas como a perseguição política sofrida por Arthur Miller durante o macarthismo, sua visão sobre fama e os conflitos internos que marcaram sua trajetória.

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