Taylor Swift: parques da Disney são a nova fronteira da cantora (Divulgação/Disney)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 07h13.
A "The Eras Tour", turnê que já arrecadou mais de US$ 2 bilhões e se tornou a mais lucrativa da história da música, ganhou um desdobramento no Walt Disney World Resort, na Flórida, nos Estados Unidos. Até 23 de janeiro de 2026, o espaço Walt Disney Presents, no parque Disney's Hollywood Studios, recebe uma exposição com figurinos originais usados por Taylor Swift durante os shows.
A iniciativa reforça a parceria estratégica entre a cantora e a Disney, que detém os direitos de exibição do filme-concerto da turnê e acaba de lançar a docussérie "The End of an Era" no Disney+, com novos episódios estreando em 19 de dezembro.
A curadoria selecionou looks que representam momentos-chave da apresentação: um body preto assimétrico de Roberto Cavalli, com serpentes douradas, da era "reputation"; um vestido sob medida de Vivienne Westwood para "THE TORTURED POETS DEPARTMENT", com trechos da música "Who's Afraid Of Little Old Me?" aplicados ao tecido; e um body de Zuhair Murad para "Midnights", em azul-escuro com aplicação de cristais.
Os figurinos mostram a estratégia de Swift de trabalhar com grandes casas de moda europeias, elevando o conceito de apresentação ao incorporar elementos de alta-costura que dialogam com a narrativa de cada álbum.
Em 7 de fevereiro de 2024, quando a empresa anunciou no balanço trimestral que havia garantido direitos exclusivos de The Eras Tour (Taylor’s Version), as ações dispararam entre 11% e 12% no pregão seguinte, saltando de cerca de US$ 97,8 para US$ 109,1. Foi uma das maiores valorizações de curto prazo da companhia naquele ano. Nas semanas seguintes, o papel permaneceu acima de US$ 110, consolidando o otimismo dos investidores.
O fenômeno se repetiu em 13 de outubro deste ano: após Swift revelar que lançaria no Disney+ a docussérie e o filme The End of An Era, as ações subiram cerca de 3% intraday e fecharam o dia em US$ 110,27, chegando a US$ 111,71 nos dias seguintes. Analistas classificaram o movimento como mais uma evidência de que a presença da cantora funciona como catalisador para o papel.
Segundo o jornalista britânico Rob Shuter, executivos já apelidaram o 12 de dezembro de “Dia de Taylor Swift”, diante da expectativa de altas massivas de tráfego e novos assinantes.
Os papéis da companhia fecharam em alta de 1,1% nesta quinta.